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IGP-DI tem alta de 1,14% em março sob efeitos de guerra no Oriente Médio, diz FGV

IGP-DI tem alta de 1,14% em março sob efeitos de guerra no Oriente Médio, diz FGV

Reuters

08/04/2026

Placeholder - loading - Frentista abastece carro em posto de combustíveis em Brasília 7 de março de 2022 REUTERS/Adriano Machado
Frentista abastece carro em posto de combustíveis em Brasília 7 de março de 2022 REUTERS/Adriano Machado

SÃO PAULO, 8 Abr (Reuters) - O Índice Geral ​de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou alta de 1,14% em março, deixando para trás a queda de 0,84% no mês anterior, uma vez que tanto os preços ao produtor quanto ao consumidor voltaram a subir em meio aos efeitos do conflito no Oriente Médio, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira.

O resultado ficou praticamente em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 1,12% e levou o índice a acumular em 12 meses queda de 1,30%.

“O ⁠IGP-DI ⁠de março marca o primeiro mês ​em que ‌os índices passam a incorporar, de forma mais clara, os efeitos diretos e indiretos do conflito no Oriente Médio', destacou Matheus Dias, economista do FGV IBRE.

Os Estados Unidos e o Irã concordaram com ⁠um cessar-fogo de duas semanas, suspendendo uma guerra de seis semanas ​que matou milhares de pessoas, se espalhou pelo Oriente Médio e ​causou uma interrupção sem precedentes no fornecimento ‌global de energia.

Em março, ​o ⁠Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador geral, subiu 1,38%, de queda de 1,21% no mês anterior.

'No IPA, embora as maiores pressões ​ainda venham de produtos agropecuários — em geral não ligados diretamente aos choques da guerra —, itens sensíveis ao cenário geopolítico, como combustíveis e fertilizantes, já figuram entre as dez principais influências do índice, indicando a relevância crescente ​do conflito para os preços ao produtor', disse Dias.

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) -- que responde por 30% do IGP-DI -- mostrou que a pressão aos consumidores aumentou ao subir 0,67% em março, de queda de 0,14% em fevereiro.

Segundo Dias, o principal impacto no IPC veio da gasolina, que registrou alta média de 3,85%, mas com comportamento heterogêneo entre as capitais e variações ​superiores a 10% em alguns locais.

O Índice Nacional de Custo de Construção (INCC), por ‌sua vez, registrou aceleração da alta ⁠a 0,54% em março, de 0,28% antes, com itens intensivos em energia, como massa de concreto, blocos e cimento, mostrando pressão associada ao encarecimento ⁠dos insumos energéticos.

O IGP-DI calcula os preços ao ⁠produtor, consumidor e na construção civil ⁠entre o 1º ⁠e ​o último dia do mês de referência.

(Por Camila Moreira; Edição de Eduardo Simões)

Reuters

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