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Importações de diesel pelo Brasil crescem em maio ante abril, mas caem 3% no ano

Importações de diesel pelo Brasil crescem em maio ante abril, mas caem 3% no ano

Reuters

03/06/2026

Placeholder - loading - Navio petroleiro no terminal de distribuição operado pela Transpetro, subsidiária de logística e transporte da Petrobras, em São Sebastião, no Estado de São Paulo, Brasil, em 17 de abril de 2026. REUT
Navio petroleiro no terminal de distribuição operado pela Transpetro, subsidiária de logística e transporte da Petrobras, em São Sebastião, no Estado de São Paulo, Brasil, em 17 de abril de 2026. REUT

RIO DE JANEIRO, 3 Jun (Reuters) - As importações ​brasileiras de diesel cresceram em maio na comparação com abril, com forte avanço da participação dos Estados Unidos nas compras externas, embora a Rússia tenha se mantido como principal fornecedora externa do combustível ao país, segundo dados oficiais do governo publicados nesta quarta-feira e compilados pela consultoria StoneX.

As importações de diesel totalizaram 1,4 bilhão de litros em maio, alta de 18,5% ante o registrado em abril, mas 3,5% inferior ao registrado no mesmo mês do ano passado.

O movimento ocorre em meio a mudanças no fluxo global do combustível após o início do conflito ⁠entre ⁠Estados Unidos e Israel contra o Irã ​no Oriente ‌Médio, além de oscilações nas cotações internacionais.

A participação dos Estados Unidos nas compras brasileiras subiu para 27% em maio, o equivalente a 390 milhões de litros, ante 9% em abril. O avanço refletiu tanto o aumento das exportações norte-americanas de diesel ⁠ao mercado internacional quanto o recuo dos preços globais do combustível, que ​tornou o mercado brasileiro mais atraente para fornecedores dos EUA em relação a outras ​regiões, segundo o especialista de Inteligência de Mercado da ‌StoneX Bruno Cordeiro.

A Rússia, ​por ⁠sua vez, permaneceu na liderança entre os exportadores de diesel para o Brasil, com 73% de participação e 1,02 bilhão de litros embarcados em maio.

'O país (Rússia) conseguiu manter o volume mesmo em ​um contexto de recuo da produção em quase 20% entre março e maio – com os ataques ucranianos afetando os centros de processamento russos', disse Cordeiro.

Para os próximos meses, porém, o cenário para a oferta russa ainda é incerto, de acordo com o especialista. Entre ​os fatores de risco estão a menor disponibilidade de produto, após as perdas na capacidade de processamento, e a expectativa de aumento do consumo doméstico ligado à atividade agrícola.

QUEDA NO ANO

No acumulado do ano até maio, as importações brasileiras de diesel somaram 6,4 bilhões de litros, uma queda de 3% em relação ao mesmo período de 2025. Segundo Cordeiro, além das dificuldades de aquisição no mercado internacional após o fechamento do Estreito de Ormuz, o aumento ​da oferta interna também contribuiu para a menor internalização do combustível.

Esse movimento foi apoiado pela ampliação ‌do fator de utilização das refinarias da ⁠Petrobras, que elevaram o processamento e reforçaram o abastecimento doméstico, reduzindo a necessidade de compras externas em relação ao ano passado, disse ele.

Por outro lado, as exportações de petróleo ⁠do Brasil tiveram queda em maio, segundo dados do ⁠governo, com maior processamento do óleo bruto ⁠pelas refinarias, em momento ⁠em ​que o governo está taxando a exportação da commodity.

(Reportagem de Marta Nogueira; edição de Roberto Samora)

Reuters

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