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    Imunoterapia é marco na busca pela cura do câncer

    O tratamento melhorou as taxas de sobrevida e aumentou a qualidade de vida dos pacientes.

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    Cientistas em laboratório (Foto: Pixabay)

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    Com o avanço da medicina, o tratamento contra o câncer vem se tornando mais eficiente e com menos efeitos colaterais. Entre uma das grandes inovações deste meio, está a imunoterapia, que consiste em induzir o sistema imunológico do paciente a combater as células da doença.

    No ano passado, os imunologistas James Allison, do MD Anderson Cancer Center, nos EUA, e Tasuku Honjo, professor de imunologia da Universidade de Kyoto, no Japão, ganharam o Prêmio Nobel de Medicina. Além de ser um importante marco na busca pela cura do câncer, a imunoterapia é uma alternativa capaz de trazer melhores taxas de sobrevida e melhor qualidade de vida aos pacientes.

    Com o tratamento, pode-se observar não só a redução do tumor, como algumas vezes também a interrupção prolongada de seu crescimento.

    Como funciona

    Ela pode ser utilizada isoladamente ou associada aos tratamentos tradicionais, como a quimioterapia e radioterapia. A imunoterapia rendeu resultados bastante satisfatórios e vem sendo empregada em vários tipos de câncer – pulmão, linfomas, melanomas, renal, mama, entre outros.

    “Dispomos hoje de uma série de tratamentos que usam a modulação da resposta imune como base, mas apresentam formas distintas de ação, métodos que nos ajudam a ter um tratamento cada vez mais individualizado e promissor”, avalia o Dr. Vladmir Cordeiro de Lima, oncologista clínico do A. C .Camargo Cancer Center. 

    Dúvidas frequentes

    A imunoterapia está em voga e, por isso, ainda gera muitas dúvidas e curiosidade. Uma delas é se o tratamento pode ser utilizado em diversos tipos de câncer. A resposta é sim. A terapia se mostrou eficaz contra a doença no pulmão, na bexiga, nos rins, na cabeça e pescoço, no fígado, contra o melanoma e contra o câncer de mama triplo-negativo, em diferentes estágios.

    Quanto aos pré-requisitos para que o paciente esteja apto para receber o tratamento, o médico William Nassib William Junior, coordenador do II Simpósio de Câncer de Pulmão, explica em entrevista à Antena 1 que a indicação depende do tumor e da fase de tratamento.

    “Para algumas doenças, ela pode ser usada independentemente de qualquer resultado de exames específicos, como testes moleculares. Em outras situações, faz-se necessário testar uma amostra do tumor no laboratorio de patologia para definir se o paciente é candidato ao tratamento. Além disso, os pacientes precisam preencher todos os critérios clínicos que determinem se estão em condição de receber a imunoterapia”, explica.

    Sobre os efeitos colaterais, estes são muito menores quando comparados com os da quimioterapia. Mas, mesmo assim, podem existir e, em uma pequena porcentagem dos casos, podem ser severos.

    “A maioria das toxicidades regride completamente com a interrupção da imunoterapia e tratamento adequado. Os efeitos colaterais mais comuns são fadiga, reações de pele, diarreia, alterações hormonais. Mais raramente, a imunoterapia pode causar inflamação em qualquer parte do corpo, como inflamação nos pulmões, juntas, fígado, pâncreas, etc. Pessoas que tem histórico de doenças autoimunes como artrite reumatoide, doença de Crohn, lúpus, podem ter os sintomas exacerbados quando expostos à imunoterapia”, pondera William.

     

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