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Inadimplência no agronegócio do Brasil termina 2025 a 8,2%, aponta Serasa

Inadimplência no agronegócio do Brasil termina 2025 a 8,2%, aponta Serasa

Reuters

01/06/2026

Placeholder - loading - Uma colheitadeira carrega soja em um caminhão em Passo Fundo, Rio Grande do Sul, Brasil, 16 de março de 2026 REUTERS/Diego Vara
Uma colheitadeira carrega soja em um caminhão em Passo Fundo, Rio Grande do Sul, Brasil, 16 de março de 2026 REUTERS/Diego Vara

SÃO PAULO, 1 Jun (Reuters) - A inadimplência ​no agronegócio brasileiro voltou a subir no quarto trimestre de 2025, encerrando o ano a 8,2%, alta de um ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior, em momento em que agricultores lidam com margens apertadas e diante de custos elevados, apontou nesta segunda-feira um levantamento da Serasa Experian.

Entre os fatores da elevação de custos mais recentes estão os fertilizantes e os combustíveis, que subiram pelos efeitos da guerra no ⁠Irã. ⁠Mas a inadimplência vem crescendo ​trimestre a ‌trimestre pelo menos desde o final de 2024, segundo os dados da Serasa.

'Apesar de sinais de estabilização em alguns segmentos, a inadimplência no agronegócio segue em alta gradual, com produtores ainda ⁠enfrentando margens apertadas e fluxo de caixa pressionado, diante de ​custos elevados, preços voláteis e crédito mais seletivo', disse o head ​de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta, ‌em nota.

O indicador ​apontou ⁠que a inadimplência rural está concentrada principalmente em dívidas contraídas com instituições financeiras (7,2%), afirmou a Serasa.

A inadimplência do agronegócio está entre os fatores que impactam ​os resultados do Banco do Brasil, o principal financiador do setor.

O índice de inadimplência considera dívidas de pessoas físicas da população rural brasileira que estejam vencidas há mais de 180 dias e tenham sido ​contraídas com empresas de setores relacionados ao agronegócio.

Na análise por porte, os dados mostram que produtores rurais sem informação de registro rural - possíveis arrendatários ou participantes de grupos familiares ou econômicos - registraram o maior nível de inadimplência (9,9%).

Na sequência, aparecem os grandes proprietários (9,8%), seguidos pelos médios (8,3%) e pelos de pequeno porte (7,8%).

Por estados, o Rio Grande do Sul teve melhor desempenho, ​com apenas 5,3% de taxa de inadimplência, seguido pelo Paraná e Santa ‌Catarina.

'O desempenho do Rio Grande ⁠do Sul chama a atenção, especialmente diante das perdas climáticas recentes. Esse resultado pode ser explicado por fatores como a forte presença de ⁠cooperativas e sistemas integrados, além do uso ⁠mais expressivo do seguro agrícola e ⁠de linhas ⁠de ​crédito para renegociação de dívidas', comentou Pimenta.

(Por Roberto Samora, edição Alberto Alerigi Jr.)

Reuters

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