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    Incêndios na Amazônia podem aumentar risco de infecções graves de coronavírus

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    Incêndio na floresta amazônica 10/09/2019 REUTERS/Bruno Kelly

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    BOGOTÁ (Reuters) - Uma temporada intensa de incêndios na floresta amazônica neste ano poderia sobrecarregar os sistemas de saúde e provocar mortes desnecessárias, inclusive de coronavírus, já que a poluição agrava problemas respiratórios, disseram especialistas de saúde pública nesta quarta-feira.

    Os incêndios florestais destroem muitos milhares de hectares da floresta tropical amazônica em toda a América Latina a cada ano. Agora que o auge das queimadas se aproxima, especialistas dizem que incêndios intensos e as partículas que emanam podem exacerbar as infecções de coronavírus.

    'Está comprovado que a exposição crônica a estes pequenos particulados aumenta o risco de doenças respiratórias, doenças cardiovasculares e morte prematura', disse o ex-presidente do Instituto de Medicina dos Estados Unidos, Harvey Fineberg, a jornalistas em uma coletiva de imprensa virtual.

    As infecções de coronavírus na América Latina passam de 1,7 milhão, e mais de 83.500 pessoas já morreram na região, de acordo com uma contagem da Reuters.

    Manaus, cidade de 2 milhões de habitantes no coração da Amazônia brasileira, já foi atingida duramente pelo vírus. Do outro lado da fronteira, a província colombiana de Amazonas também tem enfrentado taxas altas de infecções de coronavírus. A região tem uma população de cerca de 66 mil habitantes e já relatou mais de 2.100 casos.

    Os temores dos efeitos da poluição durante a pandemia também se fizeram sentir no Chile, onde especialistas alertaram para a 'tempestade perfeita' de um inverno frio que levará as pessoas a queimarem mais lenha, especialmente no sul do país.

    (Por Oliver Griffin)

    Escrito por Reuters

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