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Indicado por Trump para cargo no Departamento de Estado desiste após comentários sobre raça colocarem em risco sua confirmação

Indicado por Trump para cargo no Departamento de Estado desiste após comentários sobre raça colocarem em risco sua confirmação

Reuters

11/03/2026

Placeholder - loading - Sede do Departamento de Estado em Washington 11/07/2025 REUTERS/Annabelle Gordon
Sede do Departamento de Estado em Washington 11/07/2025 REUTERS/Annabelle Gordon

WASHINGTON, 10 Mar (Reuters) - Um indicado do presidente Donald Trump ​para um cargo sênior no Departamento de Estado desistiu de ser considerado nesta terça-feira, depois que seus comentários polêmicos sobre o povo judeu e a diminuição do poder dos brancos provocaram uma rara oposição republicana à escolha do presidente.

Em uma declaração no X, Jeremy Carl, indicado por Trump para secretário adjunto de Estado para organizações internacionais, agradeceu a Trump e ao secretário de Estado, Marco Rubio, por seu apoio, mas disse que o apoio deles não era suficiente.

'Também precisávamos do apoio unânime de todos os senadores do GOP no Comitê de Relações Exteriores, dada a oposição unânime dos ⁠democratas do ⁠Senado à minha candidatura e, infelizmente, neste ​momento, esse ‌apoio unânime não se concretizou', disse Carl, usando um acrônimo para descrever o Partido Republicano.

O influente comitê do Senado normalmente vota em uma indicação antes de enviá-la ao plenário do Senado para uma votação de confirmação.

A nomeação estava em dúvida desde que o senador republicano ⁠John Curtis, de Utah, membro do comitê, disse após a audiência de nomeação ​de Carl em fevereiro que não acreditava que Carl fosse a pessoa certa para representar ​os melhores interesses do país em organizações internacionais.

Curtis citou ‌as 'opiniões anti-Israel' e os 'comentários ​insensíveis' de ⁠Carl sobre o povo judeu como fatores de desqualificação.

Deixar de apoiar um indicado de Trump é uma rara repreensão do Senado de maioria republicana, que até o momento tem apoiado a grande maioria das ​indicações e políticas do presidente.

Um porta-voz do Departamento de Estado disse que o departamento está empenhado em defender a abordagem 'de volta ao básico' do governo Trump para as organizações internacionais.

'Após a decisão do sr. Carl de retirar sua indicação, continuaremos a trabalhar para garantir uma forte liderança ​dos EUA e esforços de reforma nesse espaço', disse o porta-voz em um comunicado.

A Casa Branca não respondeu a um pedido de comentário.

Na audiência, os parlamentares questionaram Carl sobre seus comentários anteriores sobre os judeus e sua crença na 'teoria da grande substituição', uma teoria da conspiração associada à supremacia branca, segundo a qual as elites de esquerda e judaicas estão planejando a substituição étnica e cultural dos brancos por imigrantes não brancos.

Carl disse na audiência que não se lembrava de ter ​feito alguns dos comentários lidos em voz alta pelos senadores e que se arrependia de outros. 'Fiz alguns ‌comentários em entrevistas sobre a minimização dos ⁠efeitos do Holocausto que estavam absolutamente errados', disse ele.

Quando perguntado na audiência se havia um esforço em andamento para substituir os norte-americanos brancos, Carl disse que acreditava que as políticas de ⁠imigração dos democratas 'certamente deram sinais disso'.

Carl é atualmente membro sênior ⁠do think tank conservador Claremont Institute. Ele ⁠foi subsecretário adjunto do ⁠Interior ​durante o primeiro mandato de Trump.

(Reportagem de Ryan Patrick Jones e Humeyra Pamuk)

((Tradução Redação São Paulo)) REUTERS AC

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