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Inflação na zona do euro salta antes de provável impacto do preço do petróleo

Inflação na zona do euro salta antes de provável impacto do preço do petróleo

Reuters

03/03/2026

Placeholder - loading - Posto de combustível em Munique, Alemanha 03/03/2026. REUTERS/Ayhan Uyanik
Posto de combustível em Munique, Alemanha 03/03/2026. REUTERS/Ayhan Uyanik

Por Balazs Koranyi

FRANKFURT, 3 Mar (Reuters) - A inflação na ​zona do euro subiu mais do que o esperado em fevereiro, mas permaneceu abaixo da meta de 2% do Banco Central Europeu, segundo dados divulgados nesta terça-feira, antes de um provável impacto do aumento dos preços do petróleo e do gás.

A inflação nos 21 países que compartilham o euro saltou para 1,9% em fevereiro, de 1,7% no mês anterior, superando a expectativa de 1,7%, uma vez que o aumento dos custos dos alimentos e serviços compensou os baixos preços da ⁠energia, ⁠segundo dados da Eurostat.

A inflação subjacente, ​que exclui ‌os preços voláteis dos combustíveis e alimentos, aumentou de 2,2% para 2,4%, uma vez que a inflação dos serviços voltou a acelerar mais do que o previsto.

Os números, embora inesperadamente altos, têm apenas uma relevância ⁠modesta agora, já que as autoridades se concentrarão em como a ​guerra no Oriente Médio e o consequente aumento de mais de 10% nos ​preços do petróleo podem afetar a inflação ‌e o crescimento econômico.

Os ​varejistas ⁠de combustíveis repassam o aumento dos custos aos motoristas em questão de poucos dias, portanto o impacto nos preços pode ser bastante imediato se o conflito continuar a ​limitar a produção ou o transporte de energia por mais de alguns dias.

O JP Morgan afirma que um aumento de 10% nos preços do petróleo Brent calculados em euros elevaria a inflação geral em 0,11 ponto percentual em ​três meses.

Com base nisso, o movimento dos preços da energia observado na última semana elevaria a inflação em cerca de 0,2 ponto percentual se os preços se estabilizarem no nível atual, disse.

No entanto, a expectativa era de que a inflação ficasse abaixo da meta tanto em 2026 quanto em 2027, então um aumento, se de fato contido, pode não exercer pressão imediata sobre o BCE para ​aumentar as taxas de juros, especialmente porque a política monetária atua com longa defasagem ‌e faz pouco para amortecer as ⁠pressões de preços no curto prazo.

De fato, os mercados financeiros não veem nenhuma mudança na taxa de depósito de 2% do BCE ao longo do ⁠ano e também não houve nenhum aumento significativo nas ⁠expectativas de inflação de longo prazo, ⁠indicando que, por ⁠enquanto, ​é improvável que a guerra tire o BCE de sua “boa posição”.

(Reportagem de Balazs Koranyi)

Reuters

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