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    Inquérito de impeachment de Trump avançará na Câmara dos EUA em semana de depoimentos

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    Presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington 27/09/2019 REUTERS/Kevin Lamarque

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    Por David Morgan

    WASHINGTON (Reuters) - O inquérito de impeachment da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos sobre o presidente Donald Trump, provocado por um pedido para que um país estrangeiro investigasse um rival político, deve se intensificar nesta semana com depoimentos de testemunhas a respeito de alegações feitas por um delator do setor de inteligência dos EUA.

    A denúncia do delator cita uma conversa telefônica de 25 de julho na qual Trump pediu ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, para investigar Joe Biden, um dos pré-candidatos democratas favoritos para desafiá-lo em 2020, e seu filho, Hunter, que fez parte do conselho de uma empresa de gás da Ucrânia.

    Democratas acusaram Trump de pressionar um aliado vulnerável dos EUA a obter informações comprometedoras sobre um adversário político para ter uma vantagem pessoal. O telefonema de 25 de julho ocorreu depois de Trump congelar quase 400 milhões de dólares em ajuda concebida para auxiliar a Ucrânia a lidar com uma insurgência de separatistas apoiados pela Rússia no leste do país. A ajuda foi concedida mais tarde.

    O Comitê de Inteligência da Câmara, de maioria democrata, está comandando o inquérito de impeachment, que pode levar à aprovação de artigos de impeachment contra o presidente republicano e a um julgamento subsequente no Senado, de maioria republicana, para se decidir se Trump deve ser retirado do cargo.

    No domingo, o presidente do Comitê de Inteligência, Adam Schiff, disse que espera que o delator compareça diante do órgão muito em breve.

    Embora o Congresso esteja em um recesso de duas semanas, membros do comitê retornarão ao Capitólio nesta semana para levar adiante uma investigação que provavelmente produzirá novas intimações por documentos e outros materiais.

    O comitê agendou para sexta-feira uma audiência a portas fechadas com o inspetor-geral da comunidade de inteligência, Michael Atkinson, que concluiu que a queixa do delator era um assunto urgente e parecia crível.

    O primeiro depoimento que os investigadores da Câmara devem ouvir é o de duas pessoas mencionadas na denúncia do delator.

    Na quarta-feira, três comitês da Câmara --Inteligência, Relações Exteriores e Supervisão-- devem ouvir um depoimento da ex-embaixadora dos EUA na Ucrânia, Marie Yovanovitch, que Trump rotulou de 'má notícia' durante sua conversa com Zelenskiy.

    O delator não foi identificado publicamente.

    Escrito por Reuters

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