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    Irã descarta diálogo com EUA após Trump relacionar país a ataque na Arábia Saudita

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    Líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei 14/09/2007 REUTERS/Morteza Nikoubazl

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    Por Parisa Hafezi e Steve Holland

    DUBAI/WASHINGTON (Reuters) - O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, descartou nesta terça-feira um diálogo com os Estados Unidos depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, culpou Teerã por um ataque a instalações petrolíferas da Arábia Saudita que interrompeu metade da produção do reino.

    Na segunda-feira, Trump disse que parece que o Irã está por trás do ataque do fim de semana ao coração da indústria petrolífera saudita, que cortou 5% da produção global, mas enfatizou que não quer ir à guerra. O Irã negou ser culpado.

    'Autoridades iranianas de todos os níveis nunca conversarão com autoridades americanas... isto é parte da política deles para pressionar o Irã', disse o aiatolá Khamenei, segundo a televisão estatal.

    Khamenei disse que só pode haver conversas se os Estados Unidos voltarem a um acordo nuclear entre o Irã e o Ocidente, que Trump abandonou no ano passado.

    As relações entre os EUA e o Irã se deterioraram depois que Trump retirou os EUA do acordo e reativou sanções em reação aos programas nuclear e balístico de Teerã. Ele também quer que o regime pare de apoiar forças regionais que atuam em seu nome -- como o grupo iemenita houthi, que reivindicou o ataque.

    Um dia depois de dizer que os EUA estão 'armados e carregados' para reagirem ao incidente, Trump disse na segunda-feira que 'não há pressa' para fazê-lo. 'Temos muitas opções, mas não estou analisando opções neste momento. Queremos saber com certeza quem fez isto'.

    Ainda na segunda-feira, a Arábia Saudita, que apoiou sanções norte-americanas mais duras ao Irã, disse que uma investigação inicial mostrou que o ataque foi realizado com armas iranianas, mas não forneceu provas. A Arábia Saudita disse ser capaz de 'reagir vigorosamente', mas não acusou Teerã diretamente.

    O ataque reduziu a produção saudita de petróleo pela metade e danificou a maior usina de processamento de petróleo do mundo, desencadeando o maior salto no preço da commodity em décadas. Foi o pior ataque contra instalações petrolíferas regionais desde que Saddam Hussein incendiou os poços de petróleo do Kuwait durante a Guerra do Golfo de 1990-91.

    O ministro da Energia saudita deve realizar uma coletiva de imprensa nesta terça-feira, fornecendo o que seria a primeira atualização desde que a estatal petrolífera Aramco anunciou no domingo que ataques contra suas instalações de Abqaiq e Khurais reduziram a produção em 5,7 milhões de barris por dia.

    Trump disse que está enviando o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, à Arábia Saudita, mas não assumiu nenhum compromisso de proteger os sauditas.

    (Reportagem adicional de Rania el Gamal e Lisa Barrington, em Dubai; Tom Arnold, em Londres; Nidhi Verma e Shu Zhang, em Nova Délhi e Cingapura)

    Escrito por Reuters

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