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Irã diz que enviado permanecerá em Beirute, desafiando ordem de sair

Irã diz que enviado permanecerá em Beirute, desafiando ordem de sair

Reuters

30/03/2026

Placeholder - loading - Fumaça no sul de Beirute após ataque israelense  30 de março de 2026   REUTERS/Adnan Abidi
Fumaça no sul de Beirute após ataque israelense 30 de março de 2026 REUTERS/Adnan Abidi

BEIRUTE, 30 Mar (Reuters) - O Irã afirmou ​na segunda-feira que seu embaixador no Líbano permanecerá em seu posto em Beirute, desafiando o Ministério das Relações Exteriores libanês, que o declarou persona non grata e lhe disse para sair.

Com a guerra em curso no Líbano entre o Hezbollah e Israel, o status do enviado iraniano surgiu como um ponto focal de tensão entre o grupo apoiado pelo Irã e o governo libanês, que tem ⁠criticado ⁠duramente o Hezbollah por entrar ​na ‌guerra regional em apoio a Teerã e pediu conversações com Israel.

Na semana passada, o Ministério das Relações Exteriores do Líbano disse que havia decidido retirar o credenciamento do embaixador ⁠designado, Mohammad Reza Shibani, e pediu que ele partisse até ​29 de março. O ministério afirmou na época que Shibani ​havia violado a convenção diplomática ao ‌fazer declarações sobre ​a política ⁠interna libanesa.

O presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, um poderoso político muçulmano xiita e aliado do Hezbollah, se opôs à decisão do ​Ministério das Relações Exteriores e pediu a Shibani que permanecesse, disseram fontes familiarizadas com a posição de Berri.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, falando em uma ​coletiva de imprensa, declarou que Shibani permanecerá em Beirute.

'Considerando as discussões levantadas pelas partes libanesas relevantes e as conclusões alcançadas, o embaixador iraniano continuará seu trabalho como embaixador em Beirute e ainda está presente lá', disse Baghaei.

O Ministério das Relações Exteriores do Líbano não emitiu nenhuma declaração sobre o assunto desde o fim do prazo, ​e não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

O Líbano foi ‌arrastado para a guerra no ⁠Oriente Médio em 2 de março, quando o grupo muçulmano xiita Hezbollah abriu fogo em apoio ao Irã, dando início a ⁠uma ofensiva israelense que matou mais de ⁠1.200 pessoas no Líbano e ⁠deslocou mais ⁠de ​1 milhão.

(Reportagem de Laila Bassam e Maya Gebeily)

(Tradução Redação São Paulo REUTERS TR)

Reuters

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