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Irã diz que está analisando proposta dos EUA, mas não tem interesse em manter conversações

Irã diz que está analisando proposta dos EUA, mas não tem interesse em manter conversações

Reuters

25/03/2026

Placeholder - loading - Equipes de emergência trabalham no local de um ataque a um prédio residencial em Teerã 23/03/2026 Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS
Equipes de emergência trabalham no local de um ataque a um prédio residencial em Teerã 23/03/2026 Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS

Por Parisa Hafezi e Alexander Cornwell e Ariba Shahid

DUBAI/TEL AVIV/ISLAMABAD, ​25 Mar (Reuters) - O Irã está analisando uma proposta dos EUA para acabar com a guerra no Golfo Pérsico, mas não tem intenção de manter conversações para acabar com o crescente conflito no Oriente Médio, disse o ministro das Relações Exteriores do país nesta quarta-feira.

Os comentários do ministro Abbas Araqchi sugeriram certa disposição de Teerã em negociar o fim da guerra se suas exigências fossem atendidas.

Ainda assim, a troca de mensagens por meio de mediadores 'não significa negociações com os EUA', disse ele na televisão estatal.

'Eles apresentaram ideias em suas mensagens que foram transmitidas às autoridades de alto escalão e, se necessário, uma posição será anunciada por elas', disse Araqchi.

A proposta de 15 pontos do presidente dos EUA, Donald Trump, enviada através do Paquistão, ⁠pede a remoção ⁠dos estoques de urânio altamente enriquecido do Irã, ​a interrupção do ‌enriquecimento, a restrição de seu programa de mísseis balísticos e o corte do financiamento para aliados regionais, de acordo com três fontes do gabinete israelense familiarizadas com o plano.

A Casa Branca se recusou a revelar os detalhes de sua proposta e ameaçou intensificar seus ataques.

'Se eles não entenderem que foram derrotados militarmente e que ⁠continuarão a ser, o presidente Trump garantirá que eles sejam atingidos com mais força do ​que jamais foram', disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, aos repórteres.

Uma autoridade sênior da defesa ​israelense disse que Israel estava cético quanto à possibilidade de o ‌Irã concordar com os termos ​e que ⁠estava preocupado com a possibilidade de os negociadores dos EUA fazerem concessões. Israel também quer que qualquer acordo preserve sua opção de realizar ataques preventivos, disse uma segunda fonte.

MERCADOS REAGEM POSITIVAMENTE À PROPOSTA

Os mercados acionários globais recuperaram algum terreno, enquanto os preços ​do petróleo caíram nesta quarta-feira, após relatos de que Washington havia enviado a proposta ao Irã, com os investidores esperando o fim de uma guerra que desorganizou o fornecimento global de energia e corre o risco de alimentar a inflação.

Enquanto isso, o Pentágono está planejando enviar milhares de soldados aerotransportados para o Golfo para dar a Trump mais opções para ​ordenar um ataque terrestre, disseram fontes à Reuters, somando-se a dois contingentes de fuzileiros navais que já estão a caminho. A primeira unidade de fuzileiros navais, a bordo de um enorme navio de assalto anfíbio, poderá chegar por volta do final do mês.

O Irã poderia abrir uma nova frente na foz do Mar Vermelho se forem realizados ataques em seu território, disse a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim, citando uma fonte militar não identificada, nesta quarta-feira. A fonte disse que o Irã tem a capacidade de representar uma 'ameaça crível' no Estreito de Bab al-Mandab, que fica entre o Iêmen ​e Djibuti.

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, disse que seu país atacaria um país vizinho não identificado se ‌ele cooperasse com os esforços dos 'inimigos' para ocupar uma ⁠de suas ilhas.

Desde o início do que os EUA chamam de operação Fúria Épica, o Irã atacou países que abrigam bases norte-americanas e fechou efetivamente o Estreito de Ormuz, passagem para um quinto do petróleo e do gás ⁠natural liquefeito do mundo.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou nesta quarta-feira que ⁠o mundo está encarando a possibilidade de uma guerra ⁠mais ampla.

'É hora de parar ⁠de ​subir a escada da escalada -- e começar a subir a escada diplomática', disse ele na sede da ONU em Nova York.

Reuters

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