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Juiz determina que E. Jean Carroll pode receber indenização de US$5 milhões imposta a Trump

Juiz determina que E. Jean Carroll pode receber indenização de US$5 milhões imposta a Trump

Reuters

08/07/2026

Placeholder - loading - E. Jean Carroll sai do Tribunal de Apelações do  2º Circuito, em Manhattan, Nova York 6 de setembro de 2024 REUTERS/Adam Gray
E. Jean Carroll sai do Tribunal de Apelações do 2º Circuito, em Manhattan, Nova York 6 de setembro de 2024 REUTERS/Adam Gray

Por Jonathan Stempel e Jack Queen

NOVA ​YORK, 8 Jul (Reuters) - Um juiz federal autorizou, nesta quarta-feira, o pagamento de uma indenização multimilionária à colunista de revista E. Jean Carroll, em cumprimento a uma sentença civil de 2023 na qual um júri considerou o presidente Donald Trump responsável por abuso sexual e difamação contra ela.

O juiz federal Lewis Kaplan, de Manhattan, ordenou o pagamento de quase US$5,8 milhões à ex-colunista de conselhos da revista Elle, valor que corresponde à indenização ⁠original ⁠de US$5 milhões mais juros.

Os fundos ​estavam ‌retidos em conta de garantia enquanto Trump recorria da sentença, mas a Suprema Corte dos EUA, em 29 de junho, recusou-se a julgar o caso do presidente republicano. Nenhum dos nove juízes, ⁠incluindo três nomeados por Trump, manifestou dissidência.

Trump recorreu da decisão ​de Kaplan ao tribunal federal de apelações de Manhattan, menos de ​uma hora depois que o juiz a ‌proferiu.

“O povo norte-americano ​está ao ⁠lado do presidente Trump ao exigir o fim imediato de todas as caças às bruxas, incluindo a farsa financiada pelos democratas das mentiras de Carroll”, ​afirmou um porta-voz dos advogados de Trump em comunicado.

Os advogados de Carroll não fizeram comentários imediatos.

Em um documento judicial apresentado na noite de terça-feira, os advogados de Trump afirmaram que Carroll deveria esperar ​para receber a indenização até que a Suprema Corte analisasse a nova tentativa de Trump de anular o veredicto.

Os advogados afirmaram que Trump sofreria danos irreparáveis e enfrentaria uma “perda irrecuperável” caso Carroll concretize sua intenção declarada de doar o dinheiro, pois, uma vez que ela o faça, provavelmente não será possível recuperar os recursos.

Eles também afirmaram que permitir que Carroll ​receba a indenização, apenas para que a Suprema Corte conceda uma nova audiência, “minaria ‌a confiança do público em ⁠um processo judicial ordenado” em um momento em que os apoiadores de Trump e alguns críticos, segundo seus advogados, expressam “preocupações com a ⁠instrumentalização do sistema jurídico por motivos políticos”.

Trump apresentou ⁠uma petição à Suprema Corte ⁠nesta quarta-feira para ⁠que ​seu recurso fosse reexaminado. A Suprema Corte raramente aceita recursos após tê-los indeferido inicialmente.

Reuters

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