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    Juiz rejeita pedido de liberdade e Ronaldinho continuará preso no Paraguai

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    Ronaldinho e Assis, algemados, na Suprema Corte do Paraguai 07/03/2020 REUTERS/Jorge Adorno

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    Por Daniela Desantis

    ASSUNÇÃO (Reuters) - O ex-jogador da seleção brasileira Ronaldinho Gaúcho e o irmão Assis continuarão em prisão preventiva no Paraguai enquanto são investigados pela Justiça por terem utilizado passaportes com conteúdo adulterado para ingressar no país.

    O juiz Gustavo Amarilla rejeitou nesta terça-feira um pedido da defesa para que ambos fossem beneficiados com liberdade condicional ou prisão domiciliar.

    'A resolução é manter a medida cautelar de prisão na Agrupação Especializada, em livre comunicação e à disposição do tribunal', disse o magistrado a repórteres.

    'Existem numerosas diligências que ainda são necessárias... A liberdade de Ronaldinho poderia ocasionar obstrução ou fuga. A necessidade é que esteja presente no país', acrescentou.

    Ronaldinho e seu irmão, Roberto de Assis Moreira, foram detidos na noite de sexta-feira em um hotel da capital paraguaia e transferidos para a Agrupação Especializada, um quartel da polícia que abriga presos de renome.

    A Procuradoria-Geral os acusou de usar documentos públicos de conteúdo falso, um crime que pode acarretar uma pena de até 5 anos de prisão.

    A defesa apresentou como fiança um imóvel situado nos arredores de Assunção avaliado em cerca de 800 mil dólares, mas a Procuradoria-Geral o considerou insuficiente e se opôs à liberdade condicional.

    'Estamos investigando condutas que poderiam estar associadas', disse o procurador Marcelo Pecchi. 'Se estas pessoas partem neste momento, já não poderão ser submetidas a um processo, porque o Brasil não extradita seus cidadãos.'

    Em comunicado nesta terça-feira, o Ministério da Justiça do Brasil informou que 'manteve contato com autoridade paraguaia com o intuito de conhecer os fatos envolvendo a presão do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Assis', mas negou que tenha buscado interferir no processo.

    O presidente paraguaio, Mario Abdo, disse em entrevista a um canal de televisão na segunda-feira que o ministro da Justiça, Sergio Moro, entrou em contato com autoridades locais para saber mais sobre o assunto.

    Escrito por Reuters

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