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    Juízes rejeitam mais dois processos para reverter resultado de eleição nos EUA

    Placeholder - loading - Presidente eleito dos EUA, Joe Biden 04/12/2020 REUTERS/Leah Millis
    Presidente eleito dos EUA, Joe Biden 04/12/2020 REUTERS/Leah Millis

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    Por Tom Hals e Makini Brice

    (Reuters) - Juízes norte-americanos rejeitaram nesta segunda-feira ações apresentadas por um aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para cancelar a certificação das vitórias do presidente eleito Joe Biden em Michigan e na Geórgia devido a supostas irregularidades eleitorais infundadas e para que Trump fosse declarado vencedor nos Estados, no mais recente esforço fracassado para alterar o resultado da eleição.

    Ambos os processos foram movidos em 25 de novembro por Sidney Powell, um ex-advogado da campanha eleitoral de Trump, em nome de grupos de eleitores republicanos. Trump e seus aliados perderam vários casos com o objetivo de anular os resultados eleitorais em Estados em que Trump foi derrotado nas eleições de 3 de novembro após vencê-las em 2016, fazendo alegações de fraude sem mostrar provas.

    A juíza Linda Parker em Detroit e o juiz Timothy Batten em Atlanta determinaram que os demandantes não tinham legitimidade para abrir as processos e que os casos foram apresentados tarde demais.

    'As pessoas falaram', escreveu Parker, referindo-se aos resultados da eleição.

    Batten disse em uma audiência nesta segunda-feira que os demandantes buscavam 'talvez o socorro mais extraordinário já buscado' em relação a uma eleição.

    'Eles querem que este tribunal substitua o julgamento de dois milhões e meio de eleitores da Geórgia que votaram em Joe Biden, e isso eu não estou disposto a fazer', afirmou Batten.

    Powell não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

    Biden venceu em Michigan por cerca de 154.000 votos e na Geórgia por aproximadamente 12.000 votos, o que lhe garantiu 16 votos de cada Estado no Colégio Eleitoral.

    Biden acumulou 306 votos contra 232 de Trump no Colégio Eleitoral que determina o vencedor de uma eleição presidencial. O Colégio Eleitoral se reúne em 14 de dezembro para formalizar a votação.

    Trump, que tem alegado falsamente que ganhou a eleição, e seus aliados estão travando uma batalha jurídica sem sucesso para tentar anular os resultados da eleição. Os juízes também rejeitaram ações no Arizona, Pensilvânia, Nevada e Wisconsin.

    'Este processo parece ser menos sobre alcançar o objetivo que os demandantes buscam --já que muito desse objetivo está além do poder deste tribunal-- e mais sobre o impacto de suas alegações sobre a fé das pessoas no processo democrático e sua confiança em nosso governo', acrescentou Parker.

    Democratas e outros acusam Trump de tentar minar a confiança da população na integridade das eleições nos EUA e na democracia norte-americana. A maioria dos republicanos em pesquisas de opinião recentes disse acreditar que Trump ganhou a eleição e que ela foi roubada por meio de fraude eleitoral. Autoridades eleitorais estaduais têm afirmado que não há evidências de fraude.

    (Por Tom Hals, em Wilmington, Delaware, e Makini Brice, em Washington; Reportagem adicional de Jan Wolfe em Washington)

    Escrito por Reuters

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