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Justiça dos EUA rejeita alegações de assédio sexual de Blake Lively contra Justin Baldoni

Justiça dos EUA rejeita alegações de assédio sexual de Blake Lively contra Justin Baldoni

Reuters

02/04/2026

Placeholder - loading - Blake Lively chega para o Saturday Night Live 50, em Nova York, EUA 16 de fevereiro de 2025 REUTERS/Caitlin Ochs
Blake Lively chega para o Saturday Night Live 50, em Nova York, EUA 16 de fevereiro de 2025 REUTERS/Caitlin Ochs

Atualizada em  02/04/2026

Por Jonathan Stempel

NOVA YORK, 2 Abr (Reuters) - Um juiz federal ​dos Estados Unidos indeferiu a maioria dos argumentos de Blake Lively em seu processo contra Justin Baldoni, incluindo as alegações de que ele a assediou sexualmente durante as filmagens do drama romântico 'É Assim Que Acaba', de 2024.

A decisão foi emitida pelo juiz distrital Lewis Liman, em Manhattan.

Ela se seguiu a mais de um ano de um litígio sobre o filme, no qual Lively e Baldoni coestrelaram.

Os advogados de Lively e Baldoni, que dirigiu o filme, não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

Liman rejeitou as reivindicações de assédio sexual de Lively contra Baldoni e outros réus por motivos de jurisdição, dizendo que ela entrou na Justiça com base em uma lei da Califórnia, sendo que a suposta conduta ⁠ilícita ocorreu em ⁠outro lugar.

Segundo o juiz, Lively pode entrar com ​uma ação ‌de retaliação contra a empresa de produção de Baldoni, a Wayfarer Studios, além de uma ação contratual e uma ação de cumplicidade contra diversos réus.

O caso de Lively tem sido acompanhado de perto em Hollywood. Ele atraiu pessoas famosas como a cantora Taylor Swift, a modelo Gigi Hadid e o ator Hugh Jackman, ⁠que podem, segundo Lively, ter informações que sustentam suas alegações.

Lively, de 38 anos, processou Baldoni, ​Wayfarer e outros em dezembro de 2024, pedindo indenização não especificada por suposto assédio, difamação, invasão de ​privacidade e violações de leis federais e estaduais de direitos civis.

Ela ‌reclamou que os réus criaram ​uma atmosfera ⁠sexualmente carregada durante a produção do filme e, em seguida, planejaram silenciá-la e outras pessoas para que não se manifestassem sobre o ambiente hostil que criaram.

Baldoni, de 42 anos, argumentou que resolveu as preocupações de Lively assim que ela as ​levantou e que ele tinha o direito de contratar uma empresa de gerenciamento de crises após Lively começar a depreciá-lo publicamente.

Ao pedir o indeferimento das acusações, o advogado de Baldoni, Jonathan Bach, argumentou durante uma audiência em 22 de janeiro que o caso de Lively se baseava em 'pequenas ofensas' triviais que, em conjunto, não sustentavam sua alegação de ​local de trabalho hostil.

A advogada de Lively, Esra Hudson, argumentou que Baldoni passou dos limites em diversas ocasiões, inclusive desviando-se do roteiro ao acrescentar conteúdo sexual desnecessário.

Hudson disse que isso incluiu uma sequência de dança em que Baldoni supostamente 'acariciou' Lively sem consentimento e uma cena em que a personagem de Lively estava dando à luz e ela foi pressionada a usar pouca roupa e simular nudez.

Liman escreveu que a suposta conduta de Baldoni parecia ser dirigida à personagem de Lively na cena, e não à própria Lively.

'Artistas criativos, assim como escritores de salas de comédia, devem ter ​algum espaço para fazer experiências dentro dos limites de um roteiro acordado sem medo de serem responsabilizados por assédio sexual', ‌escreveu o juiz.

'É Assim Que Acaba' estrelou Lively ⁠como dona de uma floricultura que se casa com um neurocirurgião interpretado por Baldoni.

O personagem dele se torna abusivo, lembrando a personagem de Lively do relacionamento de seus pais, e o casamento se desfaz depois que a ⁠personagem de Lively se reconecta com seu primeiro amor, que se tornou ⁠chef e dono de restaurante.

Apesar das críticas mistas, o ⁠filme arrecadou mais de US$351 ⁠milhões ​em todo o mundo, de acordo com o Box Office Mojo.

(Reportagem de Jonathan Stempel e Luc Cohen em Nova York)

Reuters

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