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    Khamenei rejeita proposta de negociações de Trump e repreende governo por crise econômica

    Por Thomson Reuters

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    Atualizada em

    Por Parisa Hafezi

    ANCARA (Reuters) - O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, rejeitou nesta segunda-feira a proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de realizar negociações sem pré-condições para melhorar as relações entre os dois países, e acusou o governo iraniano de má gestão econômica frente à retomada das sanções norte-americanas.

    Washington impôs novamente sanções contra o Irã na semana passada após abandonar um acordo internacional de 2015 que tinha como objetivo reduzir o programa nuclear do Irã em troca da suspensão de sanções econômicas. Trump também ameaçou penalizar empresas que continuarem a operar na República Islâmica.

    'Eu proíbo realizar qualquer negociação com os Estados Unidos... os Estados Unidos nunca permanecem leais a suas promessas em negociações', disse Khamenei, que dá a palavra final sobre as políticas do Irã.

    'A saída dos Estados Unidos do acordo nuclear é uma prova clara de que não se pode confiar nos Estados Unidos', disse Khamenei a aglomeração de milhares de iranianos, segundo a TV estatal.

    As sanções visam o comércio do Irã em ouro e outros metais preciosos, suas compras de dólares e sua indústria automobilística.

    Washington havia dito que a única chance do Irã evitar as sanções era aceitando a oferta de Trump para negociar um acordo nuclear mais rígido. Autoridades iranianas já rejeitaram a oferta, mas essa é a primeira vez que Khamenei comenta publicamente o assunto.

    Entretanto, Khamenei rejeitou a possibilidade de uma guerra com os Estados Unidos.

    'Eles (os norte-americanos) estão exagerando a possibilidade de uma guerra com o Irã. Não haverá nenhuma guerra. Nós nunca começamos uma guerra e eles não vão confrontar o Irã militarmente', disse.

    Khamenei, cujos comentários desta segunda-feira acontecem em meio a forte queda na moeda iraniana que provocou protestos violentos no país, criticou o governo do presidente Hassan Rouhani, um clérigo pragmático que liderou a assinatura do acordo em 2015 com o objetivo de encerrar o isolamento político e econômico do Irã.

    'Mais do que as sanções, a má gestão econômica (do governo) está colocando pressão sobre iranianos comuns... Eu não chamo de traição, mas de um grande erro de administração”, disse Khamenei segundo a TV estatal.

    'Com melhor gestão e planejamento nós podemos resistir às sanções e superá-las', acrescentou, em uma aparente tentativa de desviar a insatisfação da população devido o deterioramento da economia para o governo de Rouhani.

    (Reportagem adicional de Ahmed Tolba em Cairo)

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