LAUFEY AINDA TEM MEDO DE OLHAR DIRETAMENTE PARA O PÚBLICO
Cantora contou que uma orientação recebida quando tocava violoncelo na infância continua influenciando sua relação com os fãs
Bruna Valle
11/08/2026
Laufey já se acostumou com grandes palcos, arenas lotadas e milhares de pessoas cantando suas músicas. Mas existe uma situação aparentemente simples que ainda deixa a cantora desconfortável: olhar diretamente nos olhos de alguém da plateia.
Em entrevista ao programa The Hot Hits, a artista contou que esse receio começou ainda na infância, quando estudava música clássica e tocava violoncelo. Durante uma apresentação, ela costumava escolher alguém do público para olhar enquanto tocava. Depois de um recital, porém, ouviu de uma professora que encarar as pessoas diretamente poderia deixá-las desconfortáveis.
A observação ficou marcada. Anos depois, Laufey diz que ainda pensa nisso durante seus shows e evita manter contato visual por muito tempo.
Existe, no entanto, uma exceção. No fim das apresentações, quando canta Letter to My 13 Year Old Self, ela procura meninas mais novas entre o público. A música é uma espécie de conversa com sua versão adolescente, e por isso a cantora gosta de encontrar fãs que tenham idade parecida com a que ela tinha quando começou a estudar música.
O momento também pode ser emocionante demais para ela. Laufey contou que algumas dessas fãs acabam chorando durante a música e que, quando percebe, ela também se emociona.
Apesar do tamanho dos locais onde tem se apresentado, Laufey diz que os shows em arenas podem proporcionar uma sensação de proximidade ainda maior com os fãs.
Para ela, estar cercada pelo público e conseguir caminhar próxima à grade cria uma relação mais íntima, mesmo em espaços enormes. A experiência contrasta com o tamanho das apresentações e com o estilo delicado de suas músicas.
A cantora vive uma fase de forte crescimento internacional. Seu álbum mais recente, A Matter of Time, lançado em 2025, chegou ao quarto lugar da Billboard 200 e também liderou paradas voltadas ao jazz, aos artistas independentes e aos discos de vinil. O trabalho ainda rendeu a Laufey seu segundo Grammy consecutivo na categoria de Melhor Álbum Vocal Pop Tradicional.
De cantora de jazz a personagem de videogame
A popularidade de Laufey também ganhou uma dimensão inesperada nos últimos meses. A cantora se tornou uma das atrações do Fortnite Festival, ganhou uma personagem inspirada nela dentro do jogo e teve músicas incorporadas à experiência.
E ela parece estar se divertindo com a situação. Em outra entrevista, contou que chegou a ser reconhecida por uma garçonete simplesmente como “a do Fortnite”. Laufey também revelou que joga usando a própria personagem e que já encontrou outras versões dela mesma durante as partidas.
A brincadeira combina com uma característica que a artista gosta de mostrar: apesar da imagem delicada associada às suas músicas, ela não se vê presa a esse estereótipo. A parceria com o jogo, inclusive, foi pensada para apresentar um lado mais divertido e inesperado de sua personalidade.
Confira o sucesso “Madwoman”, de Laufey:


