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    Le Couleur dá detalhes de novo álbum e fala sobre desejo de vir ao Brasil

    “Achamos que o estilo da nossa música combina muito com vocês”, diz banda franco-canadense em entrevista por videoconferência à Antena 1

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    Le Couleur - Patrick Gosselin na esquerda, Laurence Giroux-Do sentada na mesa ao centro e Steeven Chouinard à direita

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    “Oi, Brasil”, cumprimenta a banda Le Couleur em vídeo publicado nas redes sociais. Com sotaque francês, o trio franco-canadense convida os fãs brasileiros para assistirem a um show virtual de divulgação do álbum “Concorde”, lançado em setembro de 2020. O país era um dos destinos que o grupo pretendia visitar em turnê neste ano, antes da pandemia de Covid-19. “Achamos que o estilo da nossa música combina muito com vocês”, argumentam em entrevista por videoconferência à Antena 1, diretamente do estúdio da banda, em Quebec, no Canadá.

    Veja também: Vídeo: Jamie Cullum lança álbum natalino e revela desejo de voltar ao Brasil

    Formado por Laurence Giroux-Do (vocalista), Patrick Gosselin (baixo, teclado e guitarra) e Steeven Chouinard (bateria e programação de sequência), a banda que começou suas atividades em 2012, na cidade de Quebec, Canadá, mistura diferentes segmentos musicais, cruzando elementos do synth-pop, nu-disco e pop francês. “Desde o início, queríamos fazer algo retrô que fosse, ao mesmo tempo, moderno”, explica Steeven. Entre as influências do trio, estão nomes como ABBA, The Beatles, David Bowie e até um brasileiro: Tim Maia.

    “Eu tenho escutado samba desde sempre”, acrescenta o baterista. “Como toco bateria, é meu [tipo de] groove favorito”

    Mas Le Couleur confessa ainda saber pouca coisa sobre o Brasil. “É meio misterioso para nós, porque é muito longe do Canadá”, diz Laurence. O grupo reproduz alguns comentários comuns feitos por estrangeiros sobre o país: extensão territorial vasta, pessoas bronzeadas, mulheres (e homens) bonitos.

    “Teremos que ir aí para descobrir”, brinca o trio, assegurando que pretendem passar por solo brasileiro no final de 2021.

    Concorde, morte e pornô

    Para o novo álbum – o terceiro do grupo quebequense –, eles decidiram misturar referências do electro-pop, rock psicodélico e dance music. O trabalho de dez faixas é descrito por Laurence como “um vintage do futuro”.

    Batizado em homenagem ao primeiro avião supersônico de passageiros, que operou entre 1969 e 2003 pelas companhias British Airways e Air France, “Concorde” tenta expressar através da música o perfil futurístico do aparelho conhecido por suas viagens transatlânticas ultrarrápidas. Mas as letras das canções se aproximam mais do caráter trágico do acidente que matou 103 mil pessoas, no ano de 2000 – um dos responsáveis pelo declínio do avião –, explorando temas como morte, suicídio, nostalgia, abuso de drogas e saúde mental.

    “Désert”, faixa que entrará para a programação da Antena 1 hoje (25) por exemplo, é um tributo metafórico a um dos melhores amigos do trio, que, apesar de “fascinante, talentoso e um ótimo homem”, abusou das drogas e acabou tirando a própria vida. A história também é explorada em “Oiseaux sauvages”, a também primeira música de caráter pessoal que Lawrence escreveu para a banda.

    “Talvez Le Couleur tenha tantas faixas dançantes e pop que eu sempre ficava ‘ah, não sei se posso fazer isso’ [escrever uma música mais pessoal]”, conta a vocalista. Ela revela que a ideia de falar sobre a morte também surgiu após assistir “Coco” (Viva – A Vida É Uma Festa, em português), filme que mergulha na tradição mexicana do Dia Dos Mortos. “Eu estava meio fascinada com os jeitos com os quais a morte é vista em diferentes países”, relembra.

    Apesar de evocar acontecimentos trágicos, o disco é impregnado por uma atmosfera dançante. E essa aparente contradição não é à toa: “Nós não queríamos ser melancólicos, queríamos que fosse romântico, nostálgico”, explica Steeven. “Para nós, era importante ter essa dualidade: tragédia de um lado e positividade do outro”, acrescenta, antes de citar o grupo sueco de pop ABBA como a principal influência que consegue inserir temas tristes em melodias dançantes (a famosa e animada “Mamma Mia”, por exemplo, gira em torno de uma personagem que foi traída e não consegue encontrar felicidade na vida).

    Uma influência menos óbvia também aparece nos bastidores do novo álbum: o pornô da década de 1970 “Emmanuel And Abilities”.

    “Esse filme realmente nos influenciou por causa de suas imagens, seu tema romântico. Não era amor, mas também não era pornô, era uma coisa entre os dois”, conta Steeven. “O que nos inspirou foi sua estética, os sons, as imagens e cores”, acrescenta Patrick.

    Quarentena

    Casados, Laurence e Steeven também aproveitaram a quarentena para divulgar as músicas do novo álbum através de performances caseiras. Alguns dos vídeos, publicados no canal oficial da banda no YouTube, contam com a presença da filha pequena do casal.

    “Gravamos quando tudo estava fechado e todos estavam em casa. Nossa filha não estava indo para a escola, então quando nós fizemos isso ela ficou bem empolgada, era uma coisa nova para fazer ao longo do dia”, relembra Laurence.

    A pandemia de Covid-19 fez com que o trio vivesse a primeira experiência com gravações no formato live.

    “Sempre quisemos fazer sessões gravadas em estúdio ao vivo, mas nunca tivemos tempo, já que estávamos ou em turnê ou gravando. Então agora estamos usando o tempo que seria da turnê para fazer shows em live bem intimistas. É divertido, mas mal podemos esperar para ver pessoas reais”, diz Steeven.

    Enquanto isso, a banda planeja novos shows online, mas, se pudessem pegar um Concorde para qualquer lugar no mundo, não hesitariam na escolha do destino: Brasil (Steeven), Vietnã (Laurence, filha de um pai vietnamita) e Grécia (Patrick, admirador das paisagens e comidas gregas).

    Leia abaixo a entrevista na íntegra com o trio Le Couleur:

    Le Couleur: Oi, Oi, Camila!

    Antena 1: Oi! Oi, pessoal!

    Le Couleur: Vamos manter o resto em inglês, por favor…

    Antena 1: Sim, com certeza!

    Le Couleur: Um dos nossos melhores amigos é casado com uma mulher do Rio [de Janeiro]

    Antena 1: Sério? Isso é tão legal!

    Le Couleur: Ele fala português muito bem, então quando contamos para ele que iríamos fazer entrevistas para o Brasil ele disse ‘eu vou te dar algumas dicas’, mas eu esqueci tudo, com exceção de ‘oi’!

    Antena 1: Foi ótimo! Gostei desse ‘oi’! Então, como vocês estão, pessoal?

    Le Couleur: Estamos ótimos. Ops, luzes. Sim, bem e você? Você também está em São Paulo?

    Antena 1: Sim, em São Paulo.

    Le Couleur: Fizemos uma série de entrevistas essa tarde. Essa é a Laurence.

    Antena 1: Olá, Laurence!

    Le Couleur: Olá!

    Le Couleur: Como dissemos para as entrevistas anteriores, está bem frio aqui e vocês estão tendo um fantástico e lindo dia, então estamos meio que com inveja...Especialmente porque era para irmos fazer uma turnê no Brasil, na verdade...A coisa foi 100% booked, mas estávamos trabalhando duro para conseguir estar aí no final do ano, mas porque você sabe o motivo, nós não conseguimos.  

    Antena 1: Sim...Pessoal, muito obrigada por falar conosco, por reservar esse tempo...É um prazer!

    Le Couleur: É um prazer, obrigado!

    Antena 1: Pessoal, o álbum de estreia de vocês (“Origami”) foi lançado em 2010, mas estou realmente curiosa para saber como Le Couleur realmente começou? Vocês sempre quiseram trabalhar com synth-pop, electro-pop? Como isso aconteceu?

    Le Couleur: O principal som da nossa banda tem sido sempre fixo naturalmente...Eles começaram a banda juntos e eu me juntei à banda alguns meses depois, e nós queríamos fazer algo synth-pop, retrô, mas, claro, sendo moderno ao mesmo tempo. Bem, tudo começou a ficar sério quando conhecemos nosso empresário Julian, ele e nós decidimos começar a criar nosso selo de gravadora em 2012/2013, eu acho...Não me lembro, mas sim, tudo começou ali, eu posso dizer que nós começamos a ser alguma coisa a partir daí, então...Antes disso, era só mais uma banda em Montreal, mas começamos a ter mais, mais exposição em alguns países estrangeiros e tivemos muitos meios de comunicação ficando interessados em nós e começamos a fazer turnês na Europa, bastante...E então fomos para os Estados Unidos, participamos dos maiores festivais de Montreal, em Quebec, nós viajamos bastante desde 2012, na verdade...É ótimo! E agora estamos falando com você.

    Antena 1: Legal! E no mês passado vocês lançaram o terceiro álbum de estúdio, “Concorde”, e tem uma canção desse álbum chamada “Désert”, não sei se estou pronunciando certo...

    Le Couleur: Sim!

    Antena 1: Sim? Essa canção logo mais fará parte da programação da rádio Antena 1, que é uma das maiores estações de rádio do país e é conhecida por compartilhar o melhor da música internacional aqui. E mês passado eu vi, na verdade, um vídeo de vocês convidando os fãs brasileiros para assistirem a um show virtual. Então, estou curiosa para saber o que vocês sabem sobre o Brasil, o que gostam do Brasil?

    Le Couleur: Você é bronzeada! Nós somos todos verdes, e é só o final de outubro, pode imaginar quão verdes estaremos até fevereiro? Não...Brasil tem um baita histórico musical, cultural. Eu tenho escutado samba desde sempre, é meu...Eu sou baterista, é meu ‘groove’ favorito! E o que eu sei sobre o Brasil…

    É um pouco misterioso para nós o Brasil. Nós conhecemos (México?), mas Brasil é tipo ‘oooooh’.

    É muito longe, na verdade. É o mesmo tempo…

    E é grande, eu não sei…

    Tem muita gente e...não sei

    Antena 1: Vocês já escutaram falar algo sobre o Brasil?

    Le Couleur: Eu gosto da música. Nós estávamos falando sobre Os Mutantes e ...eu ainda esqueço…’Tio Maia’?

    Antena 1: Tim Maia, exatamente!

    Le Couleur: Isso! Eu amo ele! Mas não consigo pronunciar o nome dele, Tim Maia! Estávamos falando sobre isso na entrevista anterior, então..a música é tão rica aí. As garotas são lindas também.

    Garotos também?

    Sim, os garotos também. Mas nós somos também...Yeah. Isso é tudo que sabemos.

    Nós não sabemos, temos que ir para descobrir!

    Antena 1: Vocês pretendem vir para o Brasil depois da pandemia?

    Le Couleur: Sim, nós não sabemos quando, porque ninguém sabe quando essas coisas esquisitas vão dar um tempo. Esperançosamente dentro de um ano, no final de 2021. Nosso empresário e nosso PR (profissional de Relações Públicas) irão trabalhar duro nisso quando nós soubermos o que está acontecendo e tudo mais. Mas sim, é um feito que queremos muito desenvolver. Nós estivemos muito na Europa, todos os anos desde que começamos a estar lá, nós queremos ver mais vocês. Faz muito sentido, nossa música, nosso legado latino e tudo isso, então tenho certeza que vocês vão curtir o nosso som, na verdade!

    Antena 1: Sim, eu tenho certeza! E pessoal, falando sobre Concorde, podemos ver que é um álbum que mistura electro-pop, rock psicodélico e também tem uma vibe anos 70. Vocês poderiam compartilhar conosco quais foram as principais referências musicais desse álbum e também alguns cantores e bandas que têm inspirado vocês?

    Le Couleur: Não sei se tem um tipo específico de música ou uma banda ou álbum que inspirou a gente para esse álbum. Eu diria que é mais Concorde mesmo, o avião. Nós estivemos realmente influenciados pela sua imagem, sua forma, sua ideologia, bem futurístico, avião fantástico, duas vezes mais rápido que a velocidade do som.

    É como o vintage do futuro, nós tentamos combinar os dois mundos, o passado e o futuro.

    Como você mencionou, nós...Soa como rock psicodélico, anos 70, mas, ao mesmo tempo, nós não queríamos que ficasse preso nessas influências, queríamos ser modernos também. Não quero dizer como ‘hoje’, mas queríamos estar no ‘agora’, não no passado, estamos olhando para a frente, não para trás, então...Concorde, também, nós tivemos uma, não uma grande obsessão, mas aqueles filmes pornôs dos anos 70. É um pornô, mas é mais erótico leve, chamado “Emmanuel and Habilities”. Esse filme realmente nos influenciou por causa de suas imagens, seu tema romântico. Não era amor, mas também não era pornô, era uma coisa entre os dois.

    Antena 1: Esse filme fala sobre Concorde?

    Le Couleur: Não, não mesmo. Só fala sobre sexo. E imagens de sexo, sons de sexo que sempre foi uma boa parte da nossa vida, então…

    Acho que é mais uma atmosfera pela qual todos nós passamos e como artistas nós não queríamos fazer do mesmo jeito que Pink Floyd ou outras bandas, é mais como uma atmosfera e uma coisa global.

    É tudo sobre a estética, o sol, a imagem, as cores.

    Essa é a nossa marca, na verdade.

    Antena 1: Sim! E vocês estavam falando sobre Concorde...Estou curiosa para saber como vocês decidiram trabalhar com esse tema. Algum de vocês ama aviação ou estavam lembrando do fato e pensaram ‘Oh, meu Deus, isso poderia inspirar boa música’, ou tem alguma relação com esses tempos de pandemia, quando estamos falando mais sobre morte?

    Le Couleur: Não, o álbum começou a ser liberado no final de outubro do ano passado, então a questão é que o álbum [todo] só está pronto agora. Começou com...A primeira música que fizemos é chamada ‘Concorde’ mesmo, a faixa-título do álbum, Laurence ficou bem obcecada com esse objeto, esse avião, então ela decidiu assistir e ler quase tudo que você pode encontrar na internet, no YouTube e Wikipédia. A partir daí, ela decidiu...bem, nós decidimos… Bom, algumas canções começaram depois, mas estavam falando sobre morte, tragédia, sentir falta – quando eu digo sentir falta, me refiro a quando você está sentindo falta de alguma coisa, você não está no momento, no agora. Então, ainda que seja escuro nos seus temas principais, quando você está ouvindo as músicas é bem disco dançante. É positivo. Nós não queríamos ser melancólicos, nós queríamos que fosse romântico, nostálgicos. Então, para nós era importante ter essa dualidade: tragédia de um lado e positividade do outro. ABBA tem sido...ABBA carrega essa dualidade também, então para nós é uma grande influência.

    Antena 1: Como vocês descreveriam a forma com a qual a morte é apresentada nesse álbum?

    Le Couleur: Como eu disse, não é necessariamente sobre morte…

    Mas é morte, sim...Eu não sei, talvez porque logo eu vá ter 40 anos, eu penso sobre a morte de um jeito mais pesado, mais do que quando eu era jovem. Eu estava meio que fascinada pelo jeito que a morte é vista em diferentes países. Por exemplo, no México tem uma coisa, diferente, aqui é diferente, na Itália, então...Não sei, estava obcecada por isso e Chouinard estava pensando mais no ‘sentir a falta’...

    Sim, ela decidiu usar a morte como um tema principal para o álbum quando ela assistiu aquele filme chamado ‘Coco’, é um filme mexicano, uma animação, é muito bom. Assistimos com nossa filha, na verdade.

    Não lembro se vocês têm isso no Brasil, o dia dos mortos, quando vocês lembram deles?

    Antena 1: Sim, na verdade acontece no dia 2 de novembro, mas é diferente do México…

    Le Couleur: OK...Mas estivemos bem influenciados por esse caminho no que queríamos falar. E algumas canções não são necessariamente sobre morte, mas elas são...Ainda é trágico, são sobre tragédias, sobre não estar lá. Como a morte. Quando você está morto, você não está aqui. Quer dizer, depende. Depende do que você acredita, mas fisicamente você não está aqui. E tem uma canção chamada “Désert”, que você conhece, e fala sobre um dos nossos amigos, que era meio que viciado, era fascinante, um ótimo homem, realmente talentoso, mas não está aqui.

    Não está aqui de jeito nenhum, ele está em algum outro lugar, ele está fazendo música, vivendo, mas não com a gente. Ele está em outro lugar, mesmo que seja bem ao meu lado. Não estar lá no momento é a…

    Antena 1: Na verdade, eu já ia perguntar sobre isso para vocês...Porque Concorde não é um tópico pessoal, certo? Vocês não estavam envolvidos no acidente, por exemplo. Mas vocês trazem algumas histórias de amigos e...não sei, tem outra coisa mais pessoal nesse álbum? Você acabou de falar sobre o seu amigo, certo?

    Le Couleur: Sim, eu não acho que é sobre a história dele...é cheia de romance, metáforas e essas coisas, mas eu fui influenciado por ele como um personagem, mas, claro, é uma história real. Lawrence tem outra música, é uma balada também que fala sobre…

    É sobre um dos meus amigos que cometeu suicídio, então eu escrevi a letra de “Oiseaux sauvages”, acho que a última faixa do álbum…

    É, essa é a última faixa.

    Então foi a primeira vez que peguei uma história pessoal para escrever algo para o Le Couleur…

    Sim, a história é...não é tão pessoal quanto poderia ser, nós tentamos fazer o ouvinte apropriar suas letras a história também. Nós não queríamos forçar ninguém tipo ‘essa é a nossa história, acontece desse jeito, você tem que captar desse jeito, pegue ou largue’. Não, eu acho que é mais ‘você está ouvindo e se quer pensar que é sobre um objeto, uma garota, uma refeição (meal???), qualquer coisa que você pensar’. Nós não forçamos ninguém a entender o que nós tentamos criar. Você constrói a sua própria percepção sobre as nossas letras e nosso som, e essa é a beleza do francês e de não ser tão pessoal também.

    Antena 1: Sim...Lawrence, você acabou de falar que essa foi a primeira música pessoal que escreveu para a banda. Como foi essa experiência para você?

    Le Couleur: Foi boa...Eu acho que preciso fazer isso mais vezes.

    Sim, um pouco mais.

    Mas...não sei. É tão natural, vem tão naturalmente, não sei...Talvez Le Couleur tem tantas músicas dançantes e pop que eu sempre ficava ‘ah, não sei se posso fazer isso’. Então, eu tentei fazer isso nessa e acho que ficou boa.

    Antena 1: Sim, eu acho também...Eu amei essa! E pessoal, vocês também lançaram algumas performances caseiras no YouTube. Alguns vídeos, inclusive, tem a presença de uma linda criança, que é filha de vocês, certo? Estou curiosa para saber como foi gravar vídeos em casa, foi divertido, desafiador?

    Le Couleur: Foi divertido, porque gravamos em Shadow, em Quebec, quando tudo estava fechado e todos estavam em casa. Nós não podíamos nos encontrar no mesmo lugar. Nossa filha não estava indo para a escola, ela estava sempre em casa, então quando nós fizemos isso ela ficou bem empolgada, uma coisa nova para fazer ao longo do dia.

    Ela queria ficar junto com a mãe em várias canções, claro. Elas são como muito parecidas, elas são sempre juntas, chamo elas de gêmeas. Assim ela pode entender que eu sou o pai, nós estamos juntos, então… Mas foi divertido filmar, essa foi nossa primeira experiência com live, nós temos várias para acontecer agora. Fizemos mais duas ou três desde então. Então fiquem atentos, vamos lançar algumas lives em breve. E é ótimo, é divertido. Nós sempre quisemos fazer sessões gravadas em estúdio ao vivo.

    Nós nunca tivemos tempo.

    Nós nunca tivemos tempo, já que estávamos ou em turnê ou gravando.

    Então agora estamos usando o tempo que seria da turnê para fazer shows em live bem intimistas. É divertido, mas mal podemos esperar para ver pessoas reais!

    Antena 1: Onde Concorde foi gravado?

    Le Couleur: Aqui, bem aqui, na verdade. No estúdio. É maior do que você pode ver, mas foi aqui. Uma série de álbuns ótimos serão lançados em breve aqui no estúdio onde trabalhamos. Eu trabalho duro com outras bandas e é o nosso próprio estúdio, é divertido.

    Antena 1: Legal! Pessoal, eu tenho uma última pergunta para vocês, é uma pergunta muito importante, ou não, vamos ver…

    Le Couleur: Veremos…

    Antena 1: Se vocês pudessem pegar um Concorde agora para qualquer lugar do mundo, qual seria o destino e por quê?

    Le Couleur: Brasil...Fora a questão da Covid, sim, definitivamente Brasil.

    Por quê?

    Por causa da Camila.

    Antena 1: Essa foi uma boa resposta.

    Le Couleur: Por causa da Antena 1.

    Antena 1: Legal! E vocês, pessoal?

    Le Couleur: Talvez Vietnam, para ver minha família lá. Meu pai é vietnamita e eu tenho alguns tios lá, então talvez Vietnã.

    Eu? Talvez Grécia.

    Grécia?

    Sim.

    Antena 1: Por quê?

    Le Couleur: A comida…

    Ele ama azeitonas.

    Eu amo tudo sobre a Grécia, então é um lugar que eu gostaria de descobrir e acho que é lindo.

    Há muitos países que eu gostaria poder ir com um Concorde, na verdade. Não leva tanto tempo para chegar lá. Então, isso é ótimo! É o avião comercial mais rápido que já foi feito, mas não está mais…

    Antena 1: operando...sim!

    Pessoal, muito obrigada por reservarem esse tempo! Foi um prazer conversar com vocês e estou ansiosa para escutar vocês aqui no Brasil!

    Le Couleur: Não hesite se você nos ver chegando em algum lugar em 2021, venha até nós e diga ‘olá’, eu vou estar lá e blabla. Nós iremos tocar uma música para você!

    Antena 1: Muito obrigada, pessoal! Tchau! Em português, nós dizemos “tchau”

    Le Couleur: É igual no italiano!

    Antena 1: Sim!

    Le Couleur: Também falo isso em francês. Tchau!

    Antena 1: Tchau, pessoal!

    Le Couleur: Tchau! Se cuide!

    Escrito por Redação Antena 1

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