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Líderes peronistas na Argentina buscam ampla aliança enquanto Milei perde apoio

Líderes peronistas na Argentina buscam ampla aliança enquanto Milei perde apoio

Reuters

27/05/2026

Placeholder - loading - Presidente da Argentina, Javier Milei, discursa na Universidade Yeshiva, em Nova York 9 de março de 2026 REUTERS/David 'Dee' Delgado
Presidente da Argentina, Javier Milei, discursa na Universidade Yeshiva, em Nova York 9 de março de 2026 REUTERS/David 'Dee' Delgado

Por Nicolás Misculin

27 Mai (Reuters) - Líderes do peronismo, o ​principal movimento de oposição da Argentina, estão tentando capitalizar a popularidade em declínio do presidente Javier Milei e pressionar para formar uma ampla aliança antes da eleição presidencial do próximo ano.

Axel Kicillof, governador da província de Buenos Aires e chefe do partido peronista Justicialista, disse à Reuters que estão em andamento conversações para formar uma coalizão peronista que também poderia incluir políticos de partidos em desacordo com Milei, que reduziu a inflação altíssima ao mesmo tempo em que implementou medidas de austeridade abrangentes.

A derrota da oposição peronista argentina nas eleições de meio de ⁠mandato de ⁠outubro - em que os eleitores deram ​a Milei ‌um mandato para levar adiante uma ambiciosa reforma econômica - expôs as fraquezas do movimento fraturado e de seus líderes concorrentes e levantou questões sobre como ele planejará um futuro retorno.

Milei disse que espera concorrer a um segundo mandato. A oposição não ⁠anunciou seus candidatos, mas entre os possíveis concorrentes estão Kicillof e Sergio Massa, ​ex-ministro da economia ligado ao movimento peronista que perdeu a Presidência para Milei em ​2023.

MILEI ENFRENTA DESAFIO DIFÍCIL

Algumas pesquisas mostram que Milei corre ‌o risco de perder ​uma ⁠segunda disputa presidencial. De acordo com uma pesquisa de maio da Opina Argentina, o partido La Libertad Avanza, de Milei, e o campo peronista estariam em um empate técnico. O grupo de ​pesquisa Trespuntozero mostra que 42% dos eleitores dizem que definitivamente ou possivelmente votariam em Kicillof, em comparação com 34% de Milei.

O peronismo é mais fortemente associado à líder da oposição Cristina Kirchner, a ex-presidente que está cumprindo uma sentença de seis anos em sua casa ​em Buenos Aires por corrupção. Durante seu mandato, os pesados gastos públicos foram responsabilizados pelo aumento da inflação, que se agravou durante o mandato de Alberto Fernández, quando ela era vice-presidente.

De acordo com o Opina Argentina, 39% dos eleitores têm uma imagem positiva de Milei, cujo índice de aprovação - que era de 53% há mais de um ano - foi prejudicado pelos escândalos de corrupção no governo e pelo poder de compra que caiu em função da inflação. ​Alguns pontos acima dele está Kicillof, de centro-esquerda, com 43%. Massa tem 33%.

As negociações para uma ‌coalizão peronista podem ser complicadas pelas tensões ⁠entre facções que vão da centro-esquerda à centro-direita. Mas o desejo de derrotar Milei pode 'funcionar como um incentivo para que todos os atores deixem de lado alguns de seus ⁠interesses e se unam em uma coalizão', disse Facundo Nejamkis, ⁠da Opina Argentina.

Espera-se que a campanha para ⁠a eleição presidencial de ⁠outubro ​de 2027 comece em agosto, após a Copa do Mundo e as férias de inverno locais.

Reuters

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