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Lula veta trecho de lei sobre reajuste de servidores que permitiria remunerações acima do teto

Lula veta trecho de lei sobre reajuste de servidores que permitiria remunerações acima do teto

Reuters

18/02/2026

Placeholder - loading - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva 28/01/2026 REUTERS/Aris Martinez
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva 28/01/2026 REUTERS/Aris Martinez

18 Fev (Reuters) - O presidente Luiz Inácio ​Lula da Silva vetou parcialmente lei aprovada pelo Congresso Nacional que estabelece reajuste de salários para servidores da Câmara dos Deputados, do Senado e do Tribunal de Contas da União (TCU) para bloquear os trechos que previam escalonamento dos reajustes até 2029 e pagamentos que poderiam levar a remunerações superiores ao teto do funcionalismo público, informou o Palácio do ⁠Planalto ⁠nesta quarta-feira.

De acordo com a ​sanção parcial ‌publicada no Diário Oficial da União, Lula justificou o veto ao escalonamento de reajustes até 2029 apontando que o comprometimento de despesas para além do ⁠mandato atual, que se encerra ao final deste ano, ​contraria a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Já sobre o trecho ​da lei aprovada que estabelecia ‌pagamentos retroativos de ​despesas e ⁠a criação de licença compensatória com possibilidade de conversão em dinheiro, o presidente apontou no veto que esses pagamentos poderiam ​levar a remunerações superiores ao teto salarial do funcionalismo público, atualmente de R$46.366,19.

O presidente, ao mesmo tempo, sancionou o trecho da lei que estabelece o reajuste para ​os servidores dos três órgãos neste ano, entre outros pontos aprovados pelo Legislativo.

O Congresso terá de decidir, em sessão conjunta da Câmara e do Senado, se mantém ou derruba os vetos de Lula ao texto do reajuste.

Em entrevista à Reuters na semana passada, a ministra da Gestão e da ​Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, havia dito que a ‌aprovação da possibilidade de remunerações ⁠acima do teto constitucional pelo Congresso era um problema, pois criava distorções no sistema, ampliando demandas de outras ⁠categorias por equivalência dos benefícios. Segundo ⁠ela, o governo foi ⁠pego de surpresa ⁠com ​as mudanças aprovadas pelo Legislativo.

(Por Eduardo Simões, em São Paulo; )

Reuters

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