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    Maduro anuncia acordo com Cruz Vermelha para acelerar entrada de ajuda humanitária na Venezuela

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    Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro Palácio Miraflores/Divulgação via REUTERS

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    CARACAS (Reuters) - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta sexta-feira que vai consolidar um acordo com a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, com o qual pretende iniciar a entrada de ajuda humanitária no país.

    A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que cerca de um quarto da população venezuelana --em torno de sete milhões de pessoas-- precisa de apoio, segundo um informativo interno que mostra um aumento da desnutrição e de doenças, em meio a uma severa crise econômica e política.

    '(O acordo permitirá) que a Cruz acelere e incremente todo seu apoio humanitário à Venezuela, em termos de saúde, de remédios', disse Maduro em uma transmissão da TV estatal.

    O presidente não deu detalhes sobre o acordo e os insumos que poderão entrar no país sul-americano.

    'Eu abri as portas, uma vez que acabou o show, o show da ajuda humanitária. Lembram-se do show?... Que vem do mar, que vem de barco, que vem por rio, que vem pela Colômbia, mentiras', acrescentou Maduro.

    Em fevereiro, o chefe do Congresso, Juan Guaidó, que evocou a Constituição para se autoproclamar presidente interino e conta com o reconhecimento de mais de 50 países, tentou liberar a entrada de ajuda humanitária através das fronteiras com a Colômbia e o Brasil, mas não foi bem-sucedido.

    Na quarta-feira, representantes da Cruz Vermelha na Venezuela disseram a repórteres que estavam à espera da permissão do país sul-americano para a entrada de 23 toneladas de insumos provenientes do Panamá e uma importante carga de medicamentos oriunda da Itália.

    Em abril, uma primeira remessa de 24 toneladas reunidas pela Federação da Cruz Vermelha chegou à Venezuela, vinda do Panamá.

    Guaidó afirmou que a chegada da ajuda era o reconhecimento por parte do governo de uma emergência humanitária, negada anteriormente.

    O governo venezuelano assinala que as sanções impostas pelos Estados Unidos impedem a aquisição de medicamentos e comida no exterior. No entanto, economistas e opositores denunciam que as restrições para obter insumos existem desde antes da aplicação das medidas por Washington.

    A Venezuela enfrenta uma severa crise econômica que empobreceu milhões de venezuelanos e acentuou o fluxo migratório na região.

    (Reportagem de Deisy Buitrago)

    ((Tradução Redação Rio de Janeiro, +5521 2223 7141))

    REUTERS DM PF

    Escrito por Reuters

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