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    Maia diz que Previdência deve levar de 60 a 70 dias para passar em comissão especial

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    BRASÍLIA (Reuters) - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), estimou nesta quarta-feira que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência deve levar de 60 a 70 dias para ser aprovada em uma comissão especial, que analisará o mérito da matéria antes de ela ser votada no plenário da Casa.

    Maia criou nesta quarta a comissão especial para analisar a PEC e voltou a dizer que gostaria de instalar o colegiado na quinta-feira, ao mesmo tempo que reiterou que, para isso depende dos líderes. Se não for possível instalar o colegiado na quinta, o presidente da Câmara espera que isso ocorra na semana que vem --que terá no meio o feriado do Dia do Trabalho-- ou na seguinte.

    'Certamente a partir do dia 6 ou 7 o presidente da comissão vai construir um calendário para que a gente possa, em um prazo de 60, 70 dias ter essa matéria votada na comissão especial', disse Maia a jornalistas.

    O presidente da Câmara voltou a elogiar a participação do governo na aprovação da admissibilidade da reforma na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, ocorrida na noite de terça-feira, citando especialmente o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

    Ao mesmo tempo, tornou a prever que pontos do texto enviados pelo governo não devem sobreviver na comissão especial.

    'Ser muito difícil, pelo que eu ouço de líderes de todos os partidos, não apenas daqueles que votam a favor, que tanto a aposentadoria rural quanto o BPC (Benefício de Prestação Continuada) sobrevivam na comissão especial', disse Maia.

    'Capitalização é outro debate difícil, não é simples. Não é o mais urgente de todos, o mais urgente de todos é reequilibrar o sistema', acrescentou. 'Essa não será a principal batalha.'

    Maia chegou a afirmar que o relator da reforma na comissão especial já está definido 'há umas três semanas', mas se recusou a revelar o nome.

    Ele também rechaçou a ideia de que a liberação de recursos de emendas parlamentares por parte do governo tenha influenciado na aprovação da admissibilidade da PEC na CCJ.

    'Executar o Orçamento é o normal e é o legítimo', afirmou, argumentando ainda que, se executar o Orçamento se tornar crime, não saberá mais como fazer política.

    (Por Eduardo Simões, em São Paulo)

    Escrito por Thomson Reuters

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