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    STF reduz alcance de MP que exime agentes públicos de responsabilidade por erros na pandemia

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    Estátua da Justiça em frente à sede do Supremo Tribunal Federal, em Brasília 07/04/2010 REUTERS/Ricardo Moraes

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    BRASÍLIA (Reuters) - Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram, nesta quinta-feira, reduzir o alcance dos efeitos da Medida Provisória 966, que exime agentes públicos de responsabilização em casos de eventuais erros em decisões tomadas para o combate à epidemia de coronavírus, numa derrota do governo do presidente Jair Bolsonaro.

    O STF determinou que atos de agentes públicos em relação à Covid-19 devem seguir critérios técnicos e científicos de entidades médicas e sanitárias, sob pena de serem punidos. Essa foi a linha do voto vencedor, do ministro Roberto Barroso, relator do caso.

    Partidos políticos e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) alegaram em ações que, ao contrário da MP, a Constituição não faz qualquer tipo de diferenciação nos casos de responsabilização por danos causados por agentes públicos.

    Contestaram também o fato de a norma supostamente criar obstáculos para a fiscalização e o controle dos atos administrativos e proporcionar um ambiente permissivo durante e após a pandemia, criando uma espécie de salvo-conduto.

    Barroso votou para considerar, à luz da Constituição, um 'erro grosseiro' ato administrativo que possa levar à violação do direito à vida, à saúde ou ao meio ambiente equilibrado que não levar em conta critérios científicos e técnicos.

    Durante o julgamento, ministros criticaram eventuais decisões que possam colocar em risco a vida das pessoas. O ministro Luiz Fux disse que tem havido na pandemia eventual uso de fármacos que, em vez de curar, podem matar o paciente -- uma indireta à decisão do governo Jair Bolsonaro de liberar o uso da cloroquina para pacientes em casos leves de Covid-19.

    A ministra Cármen Lúcia disse que não há espaço para 'irresponsabilidade na República Federativa do Brasil'.

    (Reportagem de Ricardo Brito)

    Escrito por Reuters

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