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CORREÇÃO-Mais de 350 foram mortos no Haiti desde abril e milhares fogem da guerra de gangues, diz ONU

CORREÇÃO-Mais de 350 foram mortos no Haiti desde abril e milhares fogem da guerra de gangues, diz ONU

Reuters

18/08/2023

Placeholder - loading - Pessoas fogem da violência em Porto Príncipe  15/8/2023   REUTERS/Ralph Tedy Erol
Pessoas fogem da violência em Porto Príncipe 15/8/2023 REUTERS/Ralph Tedy Erol

Atualizada em  18/08/2023

(Corrige sobrenome da porta-voz para Shamdasani ao longo do texto)

(Reuters) - Mais de 350 pessoas foram mortas em linchamentos por grupos de 'autodefesa' e de vigilantes locais no Haiti desde abril, disse uma porta-voz das Nações Unidas nesta sexta-feira, enquanto os movimentos de defesa civil tentam combater a escalada da guerra de gangues.

Ravina Shamdasani, porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, disse em um comunicado que o aumento da justiça popular, em resposta à insegurança generalizada, também está levando à violência.

Desde 24 de abril, quando civis lincharam mais de uma dúzia de supostos membros de gangues, pelo menos 310 supostos membros de gangues, 46 integrantes da população e um policial foram mortos, afirmou Shamdasani.

O relatório vem depois que os combates se intensificaram no final da semana passada em torno do bairro densamente povoado de Carrefour Feuilles, na capital, onde os ataques da gangue Grand Ravine levaram cerca de 5.000 pessoas a fugir de suas casas.

Desde o início deste ano, a ONU estima que pelo menos 2.439 pessoas foram mortas em meio à violência, enquanto cerca de 200 mil pessoas foram deslocadas internamente em meio à grave escassez de alimentos, sequestros e violência sexual generalizada.

A polícia do Haiti tem lutado contra gangues fortemente armadas, que expandiram dramaticamente seu território desde o ano passado.

O governo não eleito do país pediu uma força de segurança internacional urgente em outubro passado para ajudar a reforçar sua polícia.

Shamdasani disse que o Alto Comissariado para os Direitos Humanos defendeu uma ação urgente em relação à força apoiada pela ONU, em estrita conformidade com os padrões de direitos humanos.

'Os direitos humanos do povo haitiano precisam ser protegidos e seu sofrimento aliviado', declarou ela.

(Reportagem de Isabel Woodford)

Reuters

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