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Mamdani proíbe uso de IA para a maioria dos alunos de Nova York por um ano

Mamdani proíbe uso de IA para a maioria dos alunos de Nova York por um ano

Reuters

02/09/2026

Placeholder - loading - O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, ao lado da governadora de Nova York, Kathy Hochul 1º de setembro de 2026 REUTERS/Heather Khalifa
O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, ao lado da governadora de Nova York, Kathy Hochul 1º de setembro de 2026 REUTERS/Heather Khalifa

NOVA YORK, 2 Set (Reuters) - Autoridades ​da cidade de Nova York anunciaram uma moratória de um ano sobre o uso de inteligência artificial por alunos em escolas públicas de ensino fundamental e médio, a mais recente medida tomada pelas autoridades para estabelecer diretrizes sobre novas tecnologias em sala de aula.

A medida adotada pelo maior distrito escolar do país é a mais restritiva ⁠até ⁠o momento nos Estados Unidos, ​embora ‌outros distritos, incluindo Los Angeles, tenham afirmado que estão revisando suas políticas relacionadas à IA.

O prefeito Zohran Mamdani disse a jornalistas nesta quarta-feira que ⁠as escolas devem suspender o uso atual de cerca ​de 40 ferramentas educacionais nas salas de aula da ​cidade de Nova York.

“As crianças ‌precisam de professores ​e ⁠de conexão humana para aprender e crescer. Elas precisam desenvolver habilidades ao lado de seus pares, construir relacionamentos com educadores ​e lidar com problemas complexos por conta própria”, disse Mamdani em uma coletiva de imprensa.

As principais empresas desenvolvedoras de IA -- Google, Anthropic e Microsoft -- não responderam ​imediatamente aos pedidos de comentário.

A política afetará cerca de 600 mil alunos de escolas públicas até a 8ª série, enquanto alunos do ensino médio poderão usar IA em alguns casos. Os professores terão permissão para usar IA no planejamento de aulas e em tarefas como a organização ​de horários, informou a prefeitura em comunicado.

Escolas públicas da cidade ‌de Nova York já ⁠haviam imposto uma proibição temporária do ChatGPT logo após seu lançamento em 2022. A restrição foi posteriormente ⁠suspensa e substituída por um assistente ⁠de ensino personalizado baseado em ⁠IA, segundo ⁠a ​Microsoft, coproprietária da OpenAI, fabricante do ChatGPT.

(Reportagem de Maria Tsvetkova)

Reuters

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