MARC ALMOND DIVULGA AGENDA COMO CANTOR SOLO
CANTOR AMPLIA AGENDA EM NOME PRÓPRIO ENQUANTO O SOFT CELL PREPARA SEU ÚLTIMO ÁLBUM
João Carlos
10/08/2026
Os fãs já notaram a diferença no perfil de Marc Almond. Nas últimas semanas, o cantor vem divulgando as próximas datas como artista solo, isso porque uma nova fase começa a ganhar forma enquanto o Soft Cell se aproxima de uma despedida definitiva dos estúdios.
Almond já mantém uma carreira independente há décadas, mas o momento agora é diferente. Depois da morte de Dave Ball, em outubro de 2025, o cantor deixou claro que não pretende gravar novas músicas do Soft Cell sem o parceiro com quem formou uma das duplas mais importantes do synth-pop britânico.
A agenda reforça essa transição. Depois de se apresentar em Londres na última semana, Almond tem novos compromissos anunciados em seu próprio nome na Europa. O Soft Cell, porém, ainda não desapareceu dos cartazes: seis apresentações nos Estados Unidos, em novembro, continuam programadas com o nome da dupla.
A despedida dos estúdios
Antes disso, haverá um último capítulo. “Danceteria”, sexto e derradeiro álbum de estúdio do Soft Cell, será lançado em 25 de setembro. Dave Ball terminou seu trabalho no disco pouco antes de morrer e chegou a ouvir a versão final.
Inspirado pela Nova York do início dos anos 1980, o álbum encerra uma parceria iniciada há mais de quatro décadas. Almond já afirmou que não seria possível continuar criando novas músicas do Soft Cell sem Ball, responsável por boa parte da arquitetura eletrônica que definiu o som da dupla.
Isso não significa abandonar o repertório. Os grandes sucessos do grupo continuarão presentes nos shows de Almond, ao lado das músicas de sua extensa carreira solo.
Como Marc Almond se tornou pioneiro do electropop

Crédito da imagem: Arquivo/Soft Cell
Nascido na Inglaterra em 1957, Marc Almond conheceu Dave Ball quando estudava em Leeds. Juntos, eles formaram o Soft Cell em 1979 e encontraram uma combinação pouco convencional para o início daquela década: sintetizadores minimalistas de um lado e, do outro, uma voz dramática carregada de soul, cabaré e teatralidade.
A explosão internacional veio em 1981 com “Tainted Love”. Depois chegaram músicas como “Bedsitter”, “Say Hello, Wave Goodbye” e “Torch”, consolidando o Soft Cell entre os nomes fundamentais da música eletrônica britânica dos anos 80.
Paralelamente, Almond construiu uma carreira própria que atravessou pop, chanson, soul e música orquestral. Em 1989, chegou ao primeiro lugar no Reino Unido com “Something’s Gotten Hold of My Heart”, gravada com Gene Pitney.
Agora, aos 69 anos, Marc Almond não começa exatamente de novo. Ele apenas coloca em primeiro plano uma carreira que sempre existiu ao lado do Soft Cell, enquanto prepara a despedida de uma parceria que ajudou a mudar o pop eletrônico.


