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Márcio França não aceita MDIC e deixa ministério de Lula para ser candidato em São Paulo

Márcio França não aceita MDIC e deixa ministério de Lula para ser candidato em São Paulo

Reuters

02/04/2026

Placeholder - loading - Ex-ministro Fernando Haddad 13/01/2026 REUTERS/Adriano Machado
Ex-ministro Fernando Haddad 13/01/2026 REUTERS/Adriano Machado

Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA, 2 Abr (Reuters) - ​Cotado para assumir o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio França, hoje ministro do Empreendedorismo e da Microempresa, optou por não aceitar o cargo e disputar as eleições em São Paulo, de acordo com duas fontes que acompanharam as negociações do ministro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A decisão foi tomada nesta quinta-feira, depois de uma reunião entre ⁠França ⁠e o presidente, e a exoneração ​foi ‌publicada em Diário Oficial extra.

Com a desistência do ministro -- que deve também deixar o Empreendedorismo até sábado -- o MDIC deve ficar com o atual secretário-executivo da Pasta, ⁠Márcio Elias Rosa.

De acordo com as fontes, França quer ​uma das vagas ao Senado na chapa com o ex-ministro ​da Fazenda Fernando Haddad, mas nada ‌ainda está definido. ​A ⁠intenção do presidente era que as ex-ministras Simone Tebet (Planejamento) e Marina Silva (Meio Ambiente) fossem as candidatas ao Senado. Uma delas, possivelmente Marina, ​teria que deixar a chapa.

As duas, no entanto, pontuaram bem na última pesquisa para Senado em São Paulo. De acordo com a Atlas/Intel, Tebet estaria em primeiro lugar, ​com 22,6%, seguida do deputado Guilherme Derrite (PP-SP) com 22%, e Marina, com 19,6%. Nesta pesquisa França não foi incluído.

Mas há, ainda, a possibilidade de França ser o candidato a vice-governador. Haddad pretendia ter como companheiro de chapa um nome de centro-direita, para agregar à sua campanha um eleitorado paulistano que não tem ​tanta simpatia pelo PT, mas pode ceder para encaixar França na ‌chapa.

Lula havia oferecido o MDIC ⁠para França em uma tentativa de evitar a necessidade de mudar a composição em São Paulo, que agrada tanto ⁠ao presidente como a Haddad. Até quarta-feira ⁠no Palácio do Planalto ⁠era dado como ⁠certo ​que França aceitaria o cargo.

(Reportagem de Lisandra ParaguassuEdição de Alexandre Caverni)

Reuters

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