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Marinho diz que reajuste do salário mínimo e isenção do IR injetarão R$110 bi na economia em 2026

Marinho diz que reajuste do salário mínimo e isenção do IR injetarão R$110 bi na economia em 2026

Reuters

07/01/2026

Placeholder - loading - Ministro do Trabalho. Luiz Marinho, em Brasília 28/08/2023 REUTERS/Adriano Machado
Ministro do Trabalho. Luiz Marinho, em Brasília 28/08/2023 REUTERS/Adriano Machado

Atualizada em  07/01/2026

SÃO PAULO, 7 Jan (Reuters) - O ministro do Trabalho, ⁠Luiz Marinho, afirmou nesta quarta-feira que o reajuste do salário mínimo e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$5 mil vão injetar R$110 bilhões na economia em 2026.

Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, do CanalGov, ele afirmou ainda acreditar que seja possível aprovar o fim da escala de trabalho 6 x 1 em um ano eleitoral.

'A soma dos dois, a isenção do Imposto de Renda mais a correção do salário mínimo, injetará no ano R$110 bilhões na economia brasileira', disse o ministro na entrevista.

O Congresso ​Nacional aprovou e o presidente Luiz Inácio Lula da ⁠Silva ⁠sancionou no ano passado a isenção, já a partir de janeiro, de imposto de renda para pessoas que ganham até R$5 mil, e aqueles que recebem entre R$5 mil e R$7.350 pagarão um imposto menor. O valor do salário mínimo, por sua vez, foi reajustado em 6,79% e será neste ano de ‌R$1.621.

Marinho fez ainda uma avaliação favorável à aprovação pelo Congresso Nacional do fim da ​escala 6 x 1, que se tornou uma ‌das bandeiras do governo ​Lula, em ​um ano de eleições em que o presidente buscará a reeleição, assim como boa parte dos deputados e senadores.

'É plenamente possível (aprovar fim da escala 6 x 1 em ano eleitoral). Muita ​gente vê como uma contradição, eu vejo como uma possível oportunidade', disse.

'Evidente que eu chamo atenção dos trabalhadores e trabalhadoras da necessidade do processo de mobilização e participação ativa neste processo', afirmou.

Marinho disse que, aliado ao fim da escala 6 x 1, na qual os trabalhadores trabalham seis dias na semana e folgam um, o governo também defende a redução da jornada máxima de trabalho das atuais 44 horas semanais para 40 horas semanais, afirmando que uma redução maior neste momento não condiz com a realidade brasileira.

'O que estamos falando é redução da jornada máxima. A jornada máxima hoje são 44 horas semanais, eu enxergo que tem toda possibilidade de ir para 40 horas semanais, isso é ⁠o essencial com o fim da 6 x 1', disse.

'Não vejo que o Brasil pode caminhar ‌rapidamente para 36 horas semanais. Queria ⁠aqui também trazer uma tranquilidade ao mundo empresarial. Falar de 44 para 36 horas numa tacada só, eu acho que não seria salutar, não seria sustentável do ponto ‍de vista imediato', avaliou.

Na entrevista, Marinho afirmou ainda que, a pedido de Lula, permanecerá no governo e não disputará a ​reeleição ‌para uma cadeira na Câmara dos Deputados na eleição de outubro deste ano.

(Reportagem de Eduardo Simões)

Reuters

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