Meta e Anthropic negociam possível acordo de US$10 bi para aluguel de capacidade computacional, diz NYT
Meta e Anthropic negociam possível acordo de US$10 bi para aluguel de capacidade computacional, diz NYT
Reuters
17/07/2026
17 de julho (Reuters) - A Meta Platforms está em negociações para alugar capacidade de processamento computacional para a Anthropic em um possível acordo que pode chegar a US$10 bilhões ao longo de dois anos, informou o New York Times nesta sexta-feira, citando três pessoas com conhecimento das discussões.
As ações da gigante das redes sociais reduziram ligeiramente as perdas após a notícia, mas ainda caíam mais de 2%, em meio a uma liquidação mais ampla no setor de tecnologia.
Um acordo desse tipo ajudaria a Meta a diversificar suas receitas para além da publicidade, gerando faturamento com sua infraestrutura e competindo com empresas de 'neocloud', como CoreWeave e Nebius, à medida que a crescente adoção de ferramentas avançadas de inteligência artificial aumenta a demanda por capacidade computacional.
A Anthropic, criadora do Claude Code, pagaria à Meta em parcelas mensais ao longo dos dois anos, embora os termos ainda possam ser alterados, segundo o New York Times. O jornal acrescentou que ambas as empresas poderiam encerrar o acordo antecipadamente.
Segundo a reportagem, a Anthropic, que se prepara para abrir capital, propôs o acordo em junho, e a Meta está avaliando a proposta. As negociações, porém, tornaram-se mais complexas porque a Meta ainda não possui um negócio estruturado para vender sua capacidade de processamento computacional.
De acordo com o jornal, as conversas ainda estão em estágio inicial e podem não resultar em um acordo.
A Meta não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters, enquanto a Anthropic se recusou a comentar. A Reuters não conseguiu verificar a informação de forma independente.
O potencial acordo segue uma estratégia adotada recentemente pela SpaceX, de Elon Musk, com a qual a Anthropic fechou um contrato em maio para utilizar toda a capacidade computacional do data center Colossus 1, em Memphis, no Estado norte-americano de Tennessee.
Na assembleia de acionistas da Meta, realizada em maio, o presidente-executivo da companhia, Mark Zuckerberg, afirmou que entrar no mercado de computação em nuvem era 'definitivamente uma possibilidade', observando que empresas procuravam a Meta 'quase todas as semanas' para comprar acesso a seus modelos de IA ou à capacidade ociosa de processamento.
No início deste mês, a Bloomberg News informou que a Meta estava desenvolvendo um negócio de computação em nuvem para comercializar sua capacidade excedente de processamento e hospedar modelos de inteligência artificial para desenvolvedores.
(Reportagem de Anhata Rooprai em Bengaluru)
Reuters

