MICHELLE BRANCH REVISITA THE GAME OF LOVE AO LADO DO NEW RADICALS
CANTORA LANÇA NOVA VERSÃO DO SUCESSO DE 2002 COM GREGG ALEXANDER E ABRE CAMINHO PARA O EP EVERYWHERE AND BACK AGAIN
João Carlos
23/07/2026
Mais de duas décadas depois de conquistar as rádios com a guitarra de Carlos Santana e o vocal de Michelle Branch, The Game of Love está de volta em uma gravação inédita. Lançada em 15 de julho, a nova versão reúne a cantora e Gregg Alexander, líder do New Radicals e coautor da composição ao lado de Rick Nowels. Alexander também assina a produção da releitura.
A nova interpretação traz uma sonoridade diferente da versão original, presente na programação da Rádio Antena 1, e, pela primeira vez, coloca Gregg Alexander diante do microfone ao lado da artista que ajudou a transformar sua composição em um sucesso mundial. A faixa marca o primeiro lançamento do EP Everywhere and Back Again, previsto para chegar ao público em 6 de novembro.
Uma nova moldura para o sucesso
Na gravação de 2002, lançada como single do álbum Shaman, a melodia dividia espaço com os inconfundíveis fraseados de guitarra de Santana. A versão de 2026 segue por outro caminho: os solos cedem o protagonismo a uma produção guiada por sintetizadores, enquanto Michelle Branch e Gregg Alexander alternam e combinam seus vocais. O lyric video oficial já está disponível no canal de Michelle Branch e você pode conferir logo abaixo.
Em vez de tentar reproduzir o arranjo original, a dupla recupera a atmosfera da primeira demo da composição. Branch descreveu o encontro como um momento de círculo completo, especialmente porque Alexander foi um de seus heróis musicais antes mesmo de os dois trabalharem juntos. Para ela, a nova interpretação resgata o espírito que a canção possuía antes de chegar às mãos de Santana e de se tornar um fenômeno das rádios.
A história escondida por trás de The Game of Love
Antes de Michelle Branch ser escolhida, The Game of Love percorreu um pequeno labirinto nos bastidores da indústria fonográfica. Gregg Alexander chegou a registrar um vocal para a música, mas o produtor Clive Davis acreditava que uma voz feminina poderia ampliar o alcance da faixa. Tina Turner e Macy Gray também gravaram versões, embora Davis continuasse procurando um timbre diferente para o projeto.
Foi então que Alexander sugeriu Michelle Branch. Ele havia descoberto que a jovem cantora incluía You Get What You Give, maior sucesso do New Radicals, em seus shows e trabalhava com músicos ligados à antiga formação do grupo. Branch entrou no estúdio ainda no começo da carreira e registrou seu vocal praticamente de primeira, impressionando a equipe presente na sessão.
A escolha mudou a trajetória da canção. A versão de Santana com Michelle Branch chegou ao quinto lugar da Billboard Hot 100, liderou a parada Adult Contemporary e venceu, em 2003, o Grammy de Melhor Colaboração Pop com Vocais.
Vozes separadas por 25 anos

Crédito da imagem: Divulgação/Michelle Branch/New Radicals
Um dos detalhes mais curiosos da releitura está na própria construção da faixa. Segundo Gregg Alexander, a mixagem realizada no Hit Factory, em Nova York, colocou lado a lado registros vocais de 2001 e 2026. Em outras palavras, o passado não aparece apenas como referência: ele está literalmente incorporado à nova produção.
Essa combinação transforma a música em algo que vai além de uma regravação convencional. É como abrir uma antiga sessão de estúdio, manter algumas de suas marcas e concluir uma conversa musical interrompida há mais de duas décadas. Sem tentar substituir a gravação conhecida, a nova versão apresenta uma espécie de caminho alternativo para o mesmo refrão.
Um EP para revisitar os primeiros sucessos

Crédito da imagem: Divulgação/Michelle Branch
Everywhere and Back Again celebra os 25 anos da carreira fonográfica de Michelle Branch e recupera músicas que ajudaram a definir o pop-rock do começo dos anos 2000. O projeto terá oito faixas e reunirá novas interpretações de títulos como Everywhere, Breathe, Goodbye to You, You Get Me, All You Wanted e Are You Happy Now?, além de uma versão remix de The Game of Love.
O EP também contará com artistas convidados de diferentes estilos, cujos nomes serão revelados gradualmente. A proposta é permitir que músicas escritas por Branch ainda na adolescência sejam revisitadas por artistas que cresceram ouvindo seu repertório.
A nova The Game of Love abre esse projeto com uma inversão especialmente interessante: o compositor que inicialmente deixou o microfone para outra pessoa agora canta ao lado da voz que tornou sua música famosa. A faixa não apaga 2002. Apenas acrescenta outro capítulo, agora cercado por sintetizadores, memórias de estúdio e uma ponte vocal construída entre duas épocas.


