Mídia estatal norte-coreana afirma que agressão do Japão no exterior é realidade, não hipótese
Mídia estatal norte-coreana afirma que agressão do Japão no exterior é realidade, não hipótese
Reuters
07/07/2026
SEUL, 7 Jul (Reuters) - Um comentário divulgado pela agência de notícias estatal norte-coreana KCNA na terça-feira criticou a expansão militar do Japão, afirmando que sua agressão no exterior “não é hipotética, mas sim uma realidade” e citando os planos japoneses de desenvolver submarinos não tripulados capazes de realizar ataques antinavio.
De acordo com o comentário, as embarcações poderiam transportar torpedos e minas navais e ser posicionadas perto das costas de países vizinhos, permitindo o lançamento de ataques preventivos contra navios inimigos em caso de conflito.
Acusou Tóquio de abandonar sua doutrina, há muito professada, de uma política exclusivamente voltada para a defesa e de transformar suas Forças Armadas em uma “força totalmente ofensiva e agressiva”.
A KCNA também destacou os esforços do Japão para produzir em massa mísseis de longo alcance desenvolvidos internamente, buscar um novo míssil balístico com alcance de até 3.000 quilômetros, implantar mísseis antinavio aprimorados e armas planadoras hipersônicas, além de adquirir mísseis fabricados no exterior, incluindo os Tomahawks dos EUA.
O Ministério das Relações Exteriores do Japão não respondeu às ligações telefônicas solicitando comentários.
O comentário surge em um momento em que a Coreia do Norte vem destacando cada vez mais sua própria campanha de modernização naval.
No domingo, a KCNA informou que o líder Kim Jong Un observou o lançamento de um míssil de cruzeiro estratégico e testes de sistemas de armas a bordo do novo contratorpedeiro Kang Kon, de 5.000 toneladas.
Kim pediu a expansão das capacidades de combate naval do país e ordenou que a embarcação entrasse em serviço dentro de dois meses.
A Coreia do Norte comissionou recentemente o contratorpedeiro Choe Hyon, de 5.000 toneladas, e delineou planos para construir navios de guerra adicionais, incluindo embarcações maiores, de 10.000 toneladas.
(Reportagem de Kyu-seok Shim)
Reuters

