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Migrantes clamaram por ajuda em incêndio no México, mas ninguém apareceu, lembra sobrevivente

Migrantes clamaram por ajuda em incêndio no México, mas ninguém apareceu, lembra sobrevivente

Reuters

03/04/2023

Placeholder - loading - Eduard Caraballo, migrante venezuelano que foi ferido durante incêndio em centro de detenção de migrantes em Ciudad Juarez, Mexico, recebe a visita de sua esposa, Viangly Infante, em hospital em El Pa
Eduard Caraballo, migrante venezuelano que foi ferido durante incêndio em centro de detenção de migrantes em Ciudad Juarez, Mexico, recebe a visita de sua esposa, Viangly Infante, em hospital em El Pa

Por Lizbeth Diaz

CIUDAD JUAREZ, MÉXICO (Reuters) - Eduard Caraballo gritou por socorro.

Uma fumaça espessa e sufocante enchia a cela onde ele estava detido com mais de 60 outros migrantes no norte do México, mas não havia saída. A única porta estava trancada.

'Gritamos para que abrissem a porta da cela, mas ninguém nos ajudou', disse Caraballo, 26, aos prantos durante uma entrevista por telefone de sua cama de hospital.

Uma a uma, as pessoas começaram a morrer, disse ele.

No total, 40 pessoas morreram no incêndio na segunda-feira passada, segundo dado atualizado pelo Ministério de Segurança do México nesta segunda-feira, em uma das tragédias migratórias mais mortais dos últimos anos.

Os promotores mexicanos dizem que estão investigando o incêndio como um possível homicídio e prenderam cinco pessoas na semana passada em conexão com o incidente. A investigação está se concentrando em por que os migrantes do sexo masculino detidos no centro parecem ter sido deixados em suas celas enquanto o fogo tomava o ambiente, enquanto as mulheres detidas foram retiradas com segurança de uma cela vizinha.

As autoridades atribuíram o incêndio a um imigrante que supostamente incendiou colchões para protestar contra a deportação iminente.

Caraballo, um imigrante venezuelano, disse que sobreviveu encharcando o suéter com água, cobrindo o rosto e indo ao banheiro nos fundos da cela.

No sábado, Caraballo foi transferido para um hospital em El Paso depois que ele e sua família receberam liberdade condicional humanitária para entrar nos Estados Unidos. Ele ainda está com suporte de oxigênio e sendo tratado por exposição à fumaça.

(Reportagem de Lizbeth Diaz)

Reuters

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