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    Ministério do Meio Ambiente demite principais autoridades de combate à mudança climática

    Placeholder - loading - Presidente Jair Bolsonaro e ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, durante cerimônia em Brasília 23/08/2019 REUTERS/Adriano Machado
    Presidente Jair Bolsonaro e ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, durante cerimônia em Brasília 23/08/2019 REUTERS/Adriano Machado

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    Por Jake Spring

    BRASÍLIA (Reuters) - O Ministério do Meio Ambiente demitiu duas autoridades de alto escalão que atuavam no combate às mudanças climáticas, deixando os postos vagos em um momento no qual o país está crescente sob os holofotes por causa dos gases de efeito estufa liberados pela devastação da Floresta Amazônica.

    As demissões do diretor encarregado do combate à mudança climática e de seu vice foram anunciadas no Diário Oficial da União na quarta-feira.

    O ministério disse à Reuters em um comunicado que 'as substituições na Secretaria de Relações Internacionais visam dar nova dinâmica para a agenda de adaptação às mudanças climáticas da pasta', sem dar detalhes. Quando indagado se os novos ocupantes dos cargos já foram anunciados, o porta-voz respondeu: 'Ainda não. Serão anunciados oportunamente'.

    O governo do presidente Jair Bolsonaro já havia reduzido a ênfase na mudança climática dentro do ministério, transformando um cargo de nível de secretário para a mudança climática em uma diretoria.

    Bolsonaro também nomeou autoridades graduadas que questionam a ciência por trás da mudança climática. O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, a classificou como uma conspiração marxista, e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse não ter certeza de que o aquecimento global é causado pelo homem.

    'É chocante, mas nada surpreendente', disse Claudio Angelo, porta-voz do Observatório do Clima. 'Não existe política climática federal sendo formulada ou implementada no Brasil de Bolsonaro, o que nos diz muito sobre o quão seriamente este governo encara o Acordo de Paris.'

    Uma pessoa próxima do ministério, que pediu anonimato para falar livremente, disse que não existem mais funcionários atribuídos à diretoria que supervisiona o combate à mudança climática, já que por ora os postos continuam desocupados.

    As demissões ocorrem após uma cúpula sobre a mudança climática na Organização das Nações Unidas (ONU) em dezembro que foi tensa para a delegação brasileira.

    Fontes disseram à Reuters que Salles deixou negociadores climáticos de alto escalão no escuro a respeito das metas do governo nas conversas e descreveu desavenças internas entre autoridades da pasta do Meio Ambiente e do Itamaraty.

    Líderes estrangeiros e ambientalistas criticaram as diretrizes do governo Bolsonaro no ano passado, quando o desmatamento e os incêndios na Floresta Amazônica aumentaram, argumentando que a retórica do presidente estimulou madeireiros, fazendeiros e grileiros.

    Escrito por Reuters

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