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Ministra das Finanças do Japão pede a ministro do Comércio que evite comentários sobre política do Banco do Japão

Ministra das Finanças do Japão pede a ministro do Comércio que evite comentários sobre política do Banco do Japão

Reuters

14/04/2026

Placeholder - loading - Ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, durante audiência no Parlamento em Tóquio 7 de abril de 2026  REUTERS/Issei Kato
Ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, durante audiência no Parlamento em Tóquio 7 de abril de 2026 REUTERS/Issei Kato

TÓQUIO, 14 Abr (Reuters) - A ministra das ​Finanças do Japão, Satsuki Katayama, disse nesta terça-feira que ela e a primeira-ministra Sanae Takaichi haviam dito ao ministro do Comércio para evitar comentários sobre a política monetária do Banco do Japão, enfatizando que as decisões sobre as ferramentas de política monetária deveriam ser deixadas para o BC japonês.

No domingo, o ministro da Economia, Comércio e Indústria, Ryosei Akazawa, disse que um aumento dos juros em abril 'poderia estar entre ⁠as ⁠opções' para sustentar a moeda ​japonesa, já ‌que as taxas de juros reais do país permanecem bastante baixas.

Quando questionada sobre o comentário, Katayama disse que 'o ministro do Comércio não está encarregado da política monetária e, de acordo com ⁠a lei, as decisões sobre as ferramentas específicas de política ​do Banco do Japão devem ser deixadas para o próprio ​banco central'.

'A primeira-ministra e eu também dissemos ‌ao Sr. Akazawa, ​quando ⁠o encontramos na reunião de ontem do Conselho de Política Econômica e Fiscal, que gostaríamos que ele se abstivesse de fazer comentários sobre o ​assunto', disse ela em uma coletiva de imprensa regular.

Quando perguntado mais tarde na terça-feira sobre sua conversa com Katayama, Akazawa se recusou a comentar. Ele repetiu a posição do governo de que ​as especificidades da política monetária cabem ao Banco do Japão decidir.

Antes visto como uma forte possibilidade, um aumento dos juros pelo Banco do Japão em abril está se tornando uma perspectiva cada vez mais fraca, já que as esperanças cada vez menores de um fim para o conflito no Oriente Médio mantêm os mercados voláteis e confundem ​as perspectivas de uma economia frágil.

Discutindo o recente aumento nos rendimentos dos ‌títulos públicos japoneses de longo ⁠prazo, que subiram brevemente para 2,49%, seu nível mais alto em quase três décadas, Katayama disse que a política de gestão da ⁠dívida do Japão se baseia em um ⁠diálogo próximo com os mercados ⁠e que os ⁠leilões ​de títulos serão realizados normalmente.

(Reportagem de Makiko Yamazaki; Reportagem adicional de Kantaro Komiya)

Reuters

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