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Governo discutiu alta do petróleo, mas não fará intervenção na Petrobras, diz ministro

Governo discutiu alta do petróleo, mas não fará intervenção na Petrobras, diz ministro

Reuters

11/03/2026

Placeholder - loading - Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. REUTERS/Pilar Olivares
Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. REUTERS/Pilar Olivares

Atualizada em  11/03/2026

Por Roberto Samora

SÃO PAULO, 11 Mar (Reuters) - Integrantes ​do governo discutiram na terça-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva questões sobre a alta do petróleo, mas não haverá intervenção na Petrobras relacionada a preços de combustíveis, disse o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, nesta quarta-feira.

Em meio a um preço do petróleo mais elevado, em função dos desdobramentos da guerra no Irã, Silveira foi questionado sobre o assunto durante audiência em comissão do setor na Câmara dos Deputados.

Ele disse que foram discutidas medidas que poderiam ser ⁠tomadas ⁠sobre os impactos da alta do ​petróleo, em ‌momento em que o mercado já registra repasses de preços dos combustíveis nos postos brasileiros, apesar de a Petrobras estar segurando suas cotações.

A reunião, disse o ministro, debateu quais 'medidas tomaremos sobre algo que não depende ⁠da gente, mas que nós não seremos irresponsáveis de fazer intervenção ​em empresa de capital aberto (Petrobras), listada na bolsa de Nova York, e ​que tem governança própria'.

O ministro disse que cometem ‌um 'equívoco' aqueles que acham ​que ⁠o governo vai interferir na Petrobras.

Durante a audiência, Silveira afirmou que a reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), órgão de aconselhamento da Presidência da República, foi adiada ​para o dia 19 de março.

O ministro disse que o CNPE deverá aprovar diretrizes para leilão de eólicas offshore.

Setores empresariais pediram que o CNPE discutisse na reunião, antes marcada para o dia 12, o aumento da mistura de ​biodiesel no diesel, como forma de reduzir a dependência do combustível importado, e uma deliberação sobre a importação do biocombustível.

Mas o ministro não falou se esses temas serão discutidos na próxima reunião do CNPE.

Da demanda total de diesel no Brasil, cerca de 25% é importado, o que tem resultado em altas nos preços do combustível na última semana. Além disso, o Brasil conta com algumas refinarias privadas ​que seguem o preço do petróleo.

Diante de denúncias de escassez do combustível para o ‌agronegócio do Rio Grande do Sul, ⁠a Petrobras previa um leilão de diesel nesta quarta-feira no Estado.

Segundo dados do Índice de Preços Edenred Ticket Log, divulgados na terça-feira, o preço médio ⁠do diesel S-10 nos postos do Brasil subiu ⁠7,72% na primeira semana de março em ⁠relação à semana ⁠anterior, ​para R$6,70 por litro, com revendedores repassando custos.

(Por Roberto Samora; edição de Letícia Fucuchima)

Reuters

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