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Mônaco busca suspeito após explosão ter como alvo oligarca nascido na Ucrânia

Mônaco busca suspeito após explosão ter como alvo oligarca nascido na Ucrânia

Reuters

30/06/2026

Placeholder - loading - Prédio onde ocorreu uma explosão na segunda-feira em Mônaco  30 de junho de 2026   REUTERS/Alexandre Dimou
Prédio onde ocorreu uma explosão na segunda-feira em Mônaco 30 de junho de 2026 REUTERS/Alexandre Dimou

MÔNACO, 30 Jun (Reuters) - A polícia de ​Mônaco e da França estava à procura na terça-feira de um suspeito de ter cometido um atentado, depois que três pessoas ficaram feridas em uma explosão no rico principado — que, segundo duas fontes, foi um ataque contra um oligarca nascido na Ucrânia.

Acredita-se que o suspeito tenha fugido a pé para a França, disse o promotor de Mônaco Stéphane Thibault, após o ataque na noite de segunda-feira, ⁠que ⁠envolveu um pacote-bomba.

O principado, conhecido ​por seus ‌cassinos e iates de luxo, sua segurança rigorosa e o estilo de vida luxuoso de seus residentes super-ricos, é cercado pelo Mediterrâneo de um lado e pela França do ⁠outro, e não há controles de fronteira entre os ​dois países.

MAGNATA NASCIDO NA UCRÂNIA

Uma fonte a par da investigação afirmou ​que o homem ferido no ataque ‌era o oligarca ​nascido ⁠na Ucrânia Vadym Yermolaiev e que a mulher ferida no mesmo ataque, sua companheira, ficou gravemente ferida da cintura para baixo.

Uma fonte policial ​confirmou que o casal ferido era Yermolaiev e sua companheira, e que a terceira pessoa, que sofreu ferimentos menos graves, era seu filho.

Yermolaiev recebeu a nacionalidade cipriota em 2019 e foi ​alvo de sanções ucranianas em 2023, o que, segundo a mídia ucraniana, ocorreu por ter feito negócios na Crimeia ocupada pela Rússia.

A embaixada da Ucrânia em Paris informou que está verificando a identidade e a nacionalidade das pessoas envolvidas.

Thibault se recusou a confirmar a identidade das vítimas, que ainda não foram interrogadas pela polícia, mas ​disse que o homem ferido no ataque morava em Mônaco desde pelo ‌menos 2021.

Todos os três ainda ⁠estavam no hospital, afirmou ele. A mulher, cujo nome ele não revelou, encontrava-se em estado crítico, enquanto o estado do homem ⁠já não era considerado crítico, acrescentou.

(Reportagem ⁠de Juliette Jabkhiro, John Irish, Sudip ⁠Kar-Gupta e ⁠Dominique ​Vidalon em Paris, Manon Cruz em Mônaco e Anna Pruchnicka em Kiev)

Reuters

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