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‘Monet à Beira da Água’ mergulha nas principais obras do impressionismo

“É uma exposição diferente de qualquer outra que está no Brasil”, descreve o diretor executivo

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14 de novembro de 1840, Paris. Nascia um dos principais pintores do século XIX: Claude Monet. Futuro líder do movimento impressionista, ele se tornaria conhecido por criar um efeito esfumado nas telas - retratava a natureza, a luz solar na água e as mudanças de luz em pinceladas soltas e contornos imprecisos. Era como se ele buscasse reproduzir a visão de alguém que olha rapidamente uma paisagem ao invés de representá-la com total fidelidade. Por conta desta e outras novidades que trazia ao mundo da pintura, o artista lidou com fortes ondas de rejeição na época.

Quase cento e oitenta anos depois, o cenário é outro. Mal sabia Monet que vários pares de olhos pairariam sobre o seu acervo em busca de um eixo norteador para reapresentá-lo ao público. Mais especificamente, a equipe de uma startup brasileira de arte e tecnologia chamada MIRA (Museum of Immersive Roaming Arts – Museu Itinerante de Artes Imersivas) se reuniria semanalmente com o objetivo de criar uma experiência unicamente imersiva. O resultado foi a exposição “Monet à Beira da Água”, aberta desde novembro do ano passado.

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“Monet se tornou um amigo distante”, contou Leo Rea Lé, diretor executivo da exposição e membro da MIRA, em entrevista à Antena 1. “Éramos um grupo de 17 pessoas que, durante três anos, falou sobre o que esse artista fez, para onde ele viajou, seu tipo de pincelada e os movimentos que poderiam surgir disso”.

A água acabou sendo a resposta que a equipe buscava. Ou melhor, os corpos de água. Enquanto analisavam as obras, Rea Lé e sua a equipe tiveram aquilo que chamam de um “insight curatorial”. Perceberam que a representação de rios, mares e lagos era recorrente, e decidiram basear a mostra nos percursos feitos pelo pintor.

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Para exibir tais jornadas, o espetáculo conta com uma tenda de quatro mil metros quadrados montada no Parque Villa Lobos, em São Paulo. O espaço abriga telões de seis metros e meio de altura, que projetam animações 2D e 3D em 360 graus.

O diretor executivo explicou que, por causa da sua configuração, a mostra convida o público a mergulhar no universo artístico criado por Monet. “É uma exposição praticamente feita à mão, trabalhando cada movimento para o espectador ter uma dimensão do quadro que só é possível pelo distanciamento das telas e do espaço. É para se sentir envolvido”.

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A trilha sonora original torna a experiência ainda mais imersiva. Rea Lé revelou que as canções foram compostas para cada sessão do espetáculo, já que a diretoria musical da exposição trabalhou diretamente com os animadores e ilustradores. Muitas ideias surgiram por causa dos movimentos nos desenhos, integrando cada vez mais os diferentes aspectos da exibição.

Na opinião do idealizador, a sonoridade é o principal elemento de ‘Monet à Beira da Água’. “Eu já vi essa exposição umas 40 vezes, e sempre me emociono. A gente vive num mundo cheio de telas e TVs, sempre com alguma coisa passando. Nesse cenário, a música é o que torna a viagem emocionante”.

Ao todo, são apresentadas 285 pinturas distribuídas em 8 narrativas: Uma Viagem de Trem, Campos e Moinhos, O Mar e a Luz, Horizonte Nevado, Um Passeio pelo Lago, Arquitetura do Tempo, Paisagens en Vert e Flores de Tinta.

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Quando questionado sobre a escolha de Monet como personagem principal, Rea Lé se emocionou. “Ele é universal. Seu tema é um elogio à paisagem e à viagem, aquilo que é mais primordial. É a relação do homem com o seu horizonte, uma arte que fala para qualquer um e atravessa fronteiras”.

A presença da água é outro motivo. O diretor executivo defende que a cenografia é um grande mergulho. Afinal, a ótica proposta pela exposição traz um novo sentido à palavra imersão: “Estamos falando de um espaço de mil e novecentos metros quadrados. São 73 projetores. As pessoas não vão ver isso em outro lugar”. Nessas circunstâncias, o ato de se afundar nas obras é quase que literal.

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“As pessoas podem até não conhecer Monet, mas elas são suscetíveis a experiencias de sons e luz”, concluiu. Após refletir sobre a beleza e a importância do espetáculo que ajudou a criar, Rea Lé deixou um recado final para o público da Antena 1. “Não deixem de visitar e aproveitar essa experiência que a gente criou”.

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