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MULHERES SÃO MENOS DE 30% DOS TALENTOS NA INDÚSTRIA MUSICAL

NOVO ESTUDO ANALISOU LISTAS DE GRAVADORAS, EDITORAS E AGÊNCIAS E REVELA DESEQUILÍBRIO NA REPRESENTAÇÃO FEMININA

João Carlos

27/08/2026

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Crédito da imagem: gerada por IA

Mulheres estão no centro de alguns dos maiores sucessos da música, mas seguem em minoria nas estruturas que transformam talento em carreira. O recém-lançado Music’s Gender Parity Index mostra que elas representam apenas 29,7% dos criadores presentes nas listas de gravadoras, editoras, empresas de gerenciamento e agências de shows.

Divulgado em 26 de agosto, durante o Women’s Equality Day nos Estados Unidos, o levantamento foi produzido pelas organizações She Is The Music e ROSTR. A análise considera dados de mais de 500 empresas e profissionais ligados à gravação, composição, produção, gerenciamento e contratação de shows.

O desequilíbrio começa antes dos holofotes

A baixa presença feminina também aparece entre as pessoas responsáveis por conduzir carreiras. Nos dados preliminares do relatório, mulheres correspondem a apenas 26,7% dos managers e 25,9% dos agentes analisados.

Esses profissionais e empresas participam de decisões que definem quem recebe investimento, equipes, distribuição, oportunidades de licenciamento, espaço em turnês e alcance internacional. Por isso, o estudo defende que a desigualdade de gênero na música começa muito antes de um artista aparecer nas paradas ou subir ao palco.

Os contratos mais recentes ainda não indicam uma mudança acelerada. Desde 2023, mulheres representam cerca de 35% dos novos acordos de representação registrados por ano, percentual superior ao das listas atuais, mas ainda distante da paridade.

Um caminho até 2030

O levantamento também encontrou um sinal positivo: 63 empresas e profissionais já mantêm listas formadas por pelo menos 50% de mulheres. O grupo foi reunido no chamado 50% Club, criado para mostrar que uma representação mais equilibrada é possível em diferentes áreas e tamanhos de negócio.

A iniciativa propõe a paridade de gênero até 2030 como uma referência voluntária, e não como uma cota. Entre as ações sugeridas estão ampliar a busca por novos talentos, acompanhar contratações, fortalecer programas de desenvolvimento profissional e divulgar os resultados anualmente.

Para as organizações responsáveis pelo levantamento, a igualdade na música vai além de quem o público escuta. Ela começa nos bastidores, quando a indústria decide quais talentos terão acesso a representação, investimento, contratos e oportunidades para construir uma carreira.

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