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Não aceitamos ser tratados como moleques, diz Lula em resposta à decisão dos EUA sobre PCC e CV

Não aceitamos ser tratados como moleques, diz Lula em resposta à decisão dos EUA sobre PCC e CV

Reuters

29/05/2026

Placeholder - loading - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto 12 de maio de 2026 REUTERS/Adriano Machado
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto 12 de maio de 2026 REUTERS/Adriano Machado

29 Mai (Reuters) - O presidente Luiz ​Inácio Lula da Silva reagiu com veemência nesta sexta-feira à decisão do governo dos Estados Unidos de declarar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais, afirmando que o Brasil não aceita ser tratado como 'moleque'.

Em cerimônia de anúncio de investimentos da Petrobras em Sergipe, Lula afirmou que, ⁠se ⁠os EUA querem ajudar a ​combater ‌o crime organizado, devem mandar ao Brasil criminosos brasileiros que vivem em solo norte-americano.

'Quer combater o crime organizado? Me entregue os nossos (criminosos) que ⁠estão lá nos Estados Unidos. Nós não aceitamos ser ​tratados como moleques, não aceitamos ser tratados como ​se fôssemos uma republiqueta', disse ‌Lula.

'Eu estive três ​horas ⁠com o (presidente dos EUA Donald) Trump e entreguei quatro documentos para ele, um deles sobre combate ao crime organizado. ​O seu Marco Rubio não estava lá, possivelmente porque estava preparado para ajudar um filho de um bolsonarista que é candidato à eleição neste ​país e que não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria e ir aos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil', acrescentou.

Na noite de quinta, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, anunciou a designação de PCC e CV como organizações terroristas internacionais a ​partir de 5 de junho. O anúncio foi feito dias ‌depois de Flávio Bolsonaro ⁠se reunir em Washington com Trump e com o próprio Rubio. Na ocasião, o senador disse ⁠que pediu a Trump que as ⁠duas facções fossem classificadas ⁠pelos EUA ⁠como ​terroristas.

(Por Eduardo Simões, em São Paulo; edição de Pedro Fonseca)

Reuters

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