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    Não tenho bola de cristal sobre futuro, mas Guedes é forte na posição, diz Carlos da Costa

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    Ministro da Economia, Paulo Guedes, deixa Palácio do Alvorada 27/04/2020 REUTERS/Ueslei Marcelino

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    BRASÍLIA (Reuters) - O secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos da Costa, disse nesta quarta-feira não ter bola de cristal quando questionado sobre a permanência do ministro Paulo Guedes à frente do Ministério da Economia independentemente de crises políticas, mas reforçou que ele segue atuante.

    'Eu não tenho bola de cristal aqui e o futuro a Deus pertence, agora eu acho que presidente Bolsonaro tem dado sinais inequívocos de apoio ao ministro Paulo Guedes desde a campanha', afirmou.

    'Ministro Paulo Guedes cresce muito em situações de crise, em situações de combate, em situações em que é necessário energia, então o ministro Paulo Guedes --eu acho, não posso falar por ele, nem por ninguém-- mas é muito forte na posição', completou.

    Ele disse ainda que, enquanto Guedes estiver no cargo, sua equipe seguirá com ele e que segue unida no mesmo propósito.

    Segundo Costa, o time vê o momento de crise como oportunidade de acelerar processo de desacorrentar o Brasil e o setor produtivo, o que garantirá uma retomada em formato de 'V da Nike'.

    Sobre eventual extensão do auxílio emergencial de 600 reais para além do período de três meses inicialmente previsto, Costa disse que sua posição, desde que se manifestou sobre o tema, foi de que as medidas que o governo estava implementando nesse momento de crise teriam que ser eventualmente estendidas dependendo da sua efetividade e do impacto fiscal.

    Ele ressalvou, contudo, que a decisão final sobre o assunto não é sua e reconheceu haver divergência dentro do Ministério da Economia.

    A empresários, Guedes admitiu na véspera a possibilidade de prorrogação por um ou dois meses do auxílio, mas por um valor menor, de 200 reais.

    A respeito de possível prolongamento no período de suspensão de reajustes nos preços de medicamentos, Costa afirmou que a negociação foi para que isso acontecesse somente pelos 60 dias anunciados, conforme texto de Medida Provisória editada pelo governo.

    'Acreditamos que os mercados têm que funcionar muito bem. Tentativas de congelamento de preços no passado resultaram em falta de produtos, principalmente para quem mais precisa, que são os mais carentes. Isso não podemos deixar acontecer', disse.

    Costa renovou o apelo pela desoneração da folha de pagamentos como uma das estratégias para o pós-crise e disse que uma grande onda de reindustrialização poderá acontecer caso o país persista no esforço de desburocratização e redução do custo Brasil, considerando um cenário de taxa de câmbio favorável e quadro geopolítico em que outros países buscam alternativas.

    Sobre a prometida injeção de recursos do Tesouro no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) do BNDES para apoio ao crédito a pequenas e médias empresas, ele afirmou que há expectativa de envio de Medida Provisória no máximo até a próxima semana sobre o tema.

    (Por Marcela Ayres)

    Escrito por Reuters

    Vulcão Nyiragongo: Crianças esperam reencontrar famílias

    Transcrito: 
    Centenas de milhares de pessoas fugiram após a erupção do vulcão Nyiragongo. Naomi perdeu de vista a família no meio do caos. Ela jamais esquecerá o momento em que o céu ficou vermelho.
     
    Naomi (criança deslocada): ”Disse à minha mãe: ’Olha, mãe, o vulcão entrou em erupção.’ Nós saímos e muitos estavam a fugir. Foi aí que nos perdemos uns dos outros. Eu estava apavorada. Estava a tremer. Não conseguia sequer correr para casa.”
     
    Muitas das 400 mil pessoas que fugiram vieram para a cidade de Sake. De acordo com a ONU, há quase mil crianças desaparecidas. Bahati Batitsie trabalha como voluntário para a Cruz Vermelha. Ate agora, ele e os colegas conseguiram encontrar as famílias de 700 crianças. Bahati tem 6 filhos e acolhe outras 3 crianças. São muitas bocas para alimentar.
     
    Bahati Batitsie Fidel (Voluntário da Cruz Vermelha): “Eu sacrifico o pouco que tenho, o que Deus me deu. É assim que alimento as crianças, mas é uma luta.”
     
    Muitas pessoas estão desesperadas. Bebem a água do lago que pode causar cólera. A equipe humanitária tenta oferecer o básico, como farinha.
     
    Bahati Batitsie Fidel (Voluntário da Cruz Vermelha): “As condições de vida são muito más. Não há comida nos mercados. Pessoalmente, não estou a ganhar nada, sou pobre.”
     
    Naomi acha que sabe onde podem estar os seus pais. Mas esse sítio fica longe e o transporte é caro.
     
    Naomi (criança deslocada): ”Depois de encontrar a minha mãe e o meu pai, gostaria de me mudar para cá, porque gosto de aqui estar."

    A brincar sobre a lava de uma antiga erupção. As crianças esperam rever as suas famílias em breve. 
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