alexametrics
Capa do Álbum: Antena 1
ANTENA 1A RÁDIO ONLINE MAIS OUVIDA DO BRASIL

    NOTÍCIAS SOBRE guedes

    Veja essas e outras notícias da Antena 1

    Placeholder - loading - Imagem da notícia Em troca de apoio a reformas, Guedes promete a governadores nova distribuição de receitas

    Em troca de apoio a reformas, Guedes promete a governadores nova distribuição de receitas

    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, pediu a ajuda dos governadores na aprovação de reformas no Congresso, especialmente as da Previdência e tributária, prometendo em troca um tratamento mais igualitário dos governos estaduais e uma nova distribuição das receitas obtidas com a arrecadação de impostos.

    Em um almoço organizado pelos governadores eleitos do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), de São Paulo, João Dória (PSDB), e do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), Guedes formalizou, segundo alguns dos governadores presentes, o apoio a reformas.

    “Ele sinalizou para uma reforma federativa, envolvendo os governadores, e pediu apoio no Congresso para aprovar as reformas, que os governadores exerçam esse papel de liderança junto às bancadas”, contou o governador eleito do Pará, Helder Barbalho (MDB).

    “A linha central é que se der certo, deu certo para todo mundo. As pautas no Congresso não devem ser exclusivas do governo federal, mas de toda a federação.”

    Guedes não entrou em detalhes sobre a proposta de reforma da Previdência, considerada pelo governo eleito a mais urgente a ser feita e que, diferentemente da expectativa inicial, deverá ser toda formulada e negociada a partir do ano que vem, já que o Congresso não abriu espaço para aprovar parte do texto apresentado pelo governo de Michel Temer este ano, como era de interesse do governo eleito.

    O futuro ministro, no entanto, estressou a necessidade da aprovação, vinculando a possibilidade de atender pleitos dos governadores apenas com o resultado das reformas, que permitiriam ao país retomar uma trajetória mais forte de crescimento.

    REDISTRIBUIÇÃO DE RECURSOS

    Em troca do apoio, Guedes acenou com a solução de uma questão há muito reivindicada pelos governadores: a redistribuição da receita de impostos com os estados, hoje muito concentrada na União.

    “É o discurso dele de menos Brasília e mais Brasil, se propõe a fazer com que as receitas cheguem mais diretamente aos estados e sejam menos concentradas na União, mas amarrando isso ele deixou claro, 'olha, tem que ter receita, tem que ter geração de riqueza, e para gerar receita precisa ter as reformas'. E pediu o apoio à agenda de reformas”, contou o governador eleito do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

    Na visão dos governadores presentes, havia no grupo reunido em Brasília uma disposição de trabalhar junto com o futuro governo de Bolsonaro, mas um certo ceticismo em relação ao poder de influenciar o Congresso.

    Helder lembrou que os governadores nos últimos anos não têm acompanhado com atenção a agenda federal. Leite ressaltou que os governos estaduais já tiveram mais poder de influenciar suas bancadas, quando tinham mais recursos para investir.

    “Hoje, o poder maior de ajustar a agenda do Congresso é do Presidente da República, mas claro que os governadores podem ajudar, colaborar. E me parece que há uma disposição”, disse.

    Nem todos, no entanto, mostraram entusiasmo com os princípios da reforma da Previdência.

    O governador do Piauí, reeleito, Wellington Dias (PT), afirmou que 'ninguém pode fugir do debate' sobre a Previdência, mas que a atual reforma, 'não se mostra consistente nem no longo prazo e esquece do curto prazo', razão pela qual os governadores não se comprometerão a apoiá-la. Ele disse, contudo, que estão todos abertos a discutir uma nova reforma.

    'Há necessidade de se ter um diálogo e um entendimento para poder ter maioria. Há divergências que precisam ser resolvidas desde o início. Não é razoável (reforma) com medidas que tenham impacto mais forte sobre os mais pobres', afirmou.

    Governador eleito do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), diz que não é o momento de discutir apoio à reforma, uma vez que o texto ainda não foi apresentado pela equipe de Bolsonaro, afirmando que a discussão será feita no próximo ano.

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Ex-ministro de Dilma, Joaquim Levy presidirá BNDES de Bolsonaro

    Ex-ministro de Dilma, Joaquim Levy presidirá BNDES de Bolsonaro

    BRASÍLIA (Reuters) - O economista Joaquim Levy, ex-ministro da Fazenda de Dilma Rousseff, aceitou o convite para presidir o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no governo de Jair Bolsonaro (PSL), informou a assessoria de imprensa de Paulo Guedes, futuro ministro da Fazenda.

    Com isso, Levy deixa o posto de diretor financeiro do Banco Mundial para voltar à administração pública, disse a nota. O interesse pela sua participação no governo vinha do apreço de Guedes pelo seu trabalho. Ambos têm doutorado em economia pela ultraliberal Universidade de Chicago.

    Levy comandou o Ministério da Fazenda no segundo governo da ex-presidente Dilma, mas saiu antes de completar seu primeiro ano no cargo diante de discordâncias sobre o afrouxamento nos esforços fiscais, em meio à recessão econômica e à intensa crise política, que emperrou ou atenuou muitas das medidas de ajuste que propôs ao longo de sua gestão.

    Ele também foi secretário da Fazenda do Rio de Janeiro no primeiro governo de Sérgio Cabral e secretário do Tesouro Nacional de 2003 a 2006, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

    Como ministro, também buscou sem sucesso uma grande reversão em subsídios, a diminuição de recursos destinados para o Sistema S e a recriação da CPMF, além de promover uma forte tesourada nas despesas da União.

    À frente do ministério, ele iniciou uma política para diminuir os subsídios da União concedidos em créditos ao BNDES.

    Mais cedo nesta segunda-feira, uma fonte disse à Reuters que a ida de Levy para o BNDES era praticamente certa, em substituição ao atual presidente do banco de fomento, Dyogo Oliveira.

    (Por Marcela Ayres)

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Ex-ministro de Dilma, Joaquim Levy presidirá BNDES de Bolsonaro

    Ex-ministro de Dilma, Joaquim Levy presidirá BNDES de Bolsonaro

    BRASÍLIA (Reuters) - O economista Joaquim Levy, ex-ministro da Fazenda de Dilma Rousseff, aceitou o convite para presidir o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no governo de Jair Bolsonaro (PSL), informou a assessoria de imprensa de Paulo Guedes, futuro ministro da Fazenda.

    Com isso, Levy deixa o posto de diretor financeiro do Banco Mundial para voltar à administração pública, disse a nota. O interesse pela sua participação no governo vinha do apreço de Guedes pelo seu trabalho. Ambos têm doutorado em economia pela ultraliberal Universidade de Chicago.

    Levy comandou o Ministério da Fazenda no segundo governo da ex-presidente Dilma, mas saiu antes de completar seu primeiro ano no cargo diante de discordâncias sobre o afrouxamento nos esforços fiscais, em meio à recessão econômica e à intensa crise política, que emperrou ou atenuou muitas das medidas de ajuste que propôs ao longo de sua gestão.

    Ele também foi secretário da Fazenda do Rio de Janeiro no primeiro governo de Sérgio Cabral e secretário do Tesouro Nacional de 2003 a 2006, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

    Como ministro, também buscou sem sucesso uma grande reversão em subsídios, a diminuição de recursos destinados para o Sistema S e a recriação da CPMF, além de promover uma forte tesourada nas despesas da União.

    À frente do ministério, ele iniciou uma política para diminuir os subsídios da União concedidos em créditos ao BNDES.

    Mais cedo nesta segunda-feira, uma fonte disse à Reuters que a ida de Levy para o BNDES era praticamente certa, em substituição ao atual presidente do banco de fomento, Dyogo Oliveira.

    (Por Marcela Ayres)

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Aprovação da reforma da Previdência de Temer faria economia crescer até 3,5% em 2019, diz Guedes

    Aprovação da reforma da Previdência de Temer faria economia crescer até 3,5% em 2019, diz Guedes

    BRASÍLIA (Reuters) - A aprovação ainda neste ano da reforma da Previdência abriria espaço para maior retomada da economia em 2019, afirmou o futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, alertando que, caso isso não ocorra, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) trabalhará com um texto completamente novo.

    Para Guedes, o aval dos parlamentares à proposta de Michel Temer para a Previdência tiraria uma nuvem negra sobre o próximo governo. Sem isso, seria preciso acelerar reformas fiscais de outra forma, acrescentou.

    'Seria excelente para o país se nós conseguíssemos aprovar uma reforma da Previdência e o Banco Central independente (este ano). Seria ótimo. Você já entrava o ano que vem com a perspectiva de a economia crescer 3,0, 3,5 por cento, e você então teria tempo para trabalhar as reformas estruturantes', disse a jornalistas, antes de se encontrar com o atual ministro da Fazenda, Eduardo Guardia.

    'Em vez de nós passarmos o ano que vem com uma espada na cabeça e tendo que aprovar com velocidade reformas, isso limpa o horizonte. E nós poderíamos entrar com reformas estruturantes com mais calma. Se isso não for possível, nós vamos ter que acelerar reformas de outra forma', acrescentou.

    Ao falar com jornalistas, ele ressaltou que ainda que o texto de Temer ganhe aval dos parlamentares, o governo Bolsonaro seguirá com o intuito de introduzir posteriormente o regime de capitalização para a Previdência.

    'É um crime contra as futuras gerações continuar no sistema de repartição', disse ele, sobre o modelo em que os contribuintes da ativa pagam os benefícios dos que se aposentam.

    'O que estava na minha cabeça era o seguinte: vamos terminar esse ano aprovando essa reforma e começamos o ano que vem, aí sim, com um ano para estudar essa transição para a força de trabalho mais jovem para um novo regime previdenciário', disse.

    A ideia é que seja ofertada aos novos entrantes a escolha entre o novo regime ou o atual, de repartição, sendo que os que aderirem à capitalização contribuirão para suas contas individuais e serão beneficiados com redução dos encargos trabalhistas.

    Apesar de a investida ter sido divulgada no programa de governo de Bolsonaro, o presidente eleito afirmou em entrevista recente à Band que o martelo sobre o modelo de aposentadoria ainda não foi batido e que tem desconfiança sobre a capitalização.

    Questionado sobre o assunto, Guedes afirmou que a desconfiança do futuro presidente e também da classe política é 'absolutamente natural'.

    'É natural que pessoas que não conhecem o assunto profundamente tenham dúvidas, é absolutamente natural. Ainda mais um presidente que tem responsabilidade e tendo sido eleito com 56 milhões de votos, é natural que ele tenha apreensões', disse.

    Ele também afirmou que 'não existe' qualquer plano para renegociação da dívida do país, e que o governo Bolsonaro buscará, na verdade, fazer privatizações para quitar parte da dívida pública brasileira e um pacto federativo para contemplar Estados e municípios com os recursos hoje destinados ao pagamento de juros.

    Nesse sentido, afirmou que a Eletrobras e suas distribuidoras no Amazonas e Alagoas estão sem capacidade de investimento, o que não é bom para a estatal tampouco para os governos estaduais e nem para a União.

    'Se em vez de privatizar essas distribuidoras isso cair pra dentro dela de volta, ela (Eletrobras) vai ter um ônus extraordinário. Porque ela já não tem dinheiro para investir e ainda vai ter que carregar essas bombas lá dentro', disse.

    Segundo Guedes, as prioridades do novo governo são claras e contemplam o controle dos gastos públicos e uma grande reforma do Estado.

    (Por Marcela Ayres)

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Aprovação da reforma da Previdência seria 'belo encerramento' do governo Temer, diz Guedes

    Aprovação da reforma da Previdência seria 'belo encerramento' do governo Temer, diz Guedes

    BRASÍLIA (Reuters) - O futuro ministro da Economia do governo eleito Jair Bolsonaro (PSL), Paulo Guedes, afirmou que considera 'urgente' a aprovação de uma reforma da Previdência e que a medida seria um 'belo encerramento' do governo do presidente Michel Temer, mas não quis opinar sobre a votação da proposta ainda este ano.

    'Eu acho urgente a reforma da Previdência, eu tinha defendido isso antes de convidado a integrar o governo. Há anos que eu falo isso, acho que estamos bastante atrasados. A reforma da Previdência é algo muito importante, acho que seria um belo encerramento do governo Temer', disse ele, ao sair de solenidade no Congresso em comemoração aos 30 anos da Constituição nesta terça-feira.

    Depois de controlar a inflação, aprovar a reforma trabalhista e o chamado teto de gastos, que impede o crescimento das despesas do governo acima da inflação, 'seria interessante' o governo Temer passar também uma reforma da Previdência no Congresso, segundo Guedes, pois isso permitiria maior avanço da economia.

    Questionado sobre a possibilidade de um esforço de deputados e senadores para votar a proposta este ano, Guedes disse que não sabe. Mas emendou: 'Como economista, acho que estamos atrasados, bastante atrasados no front fiscal.'

    O economista disse que não queria falar sobre se já teria conversado com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a respeito da votação da proposta do atual governo.

    Bolsonaro reiterou esperar que o Congresso aprove 'alguma coisa' da reforma da Previdência antes de sua posse, mesmo que seja apenas o possível e não o desejado por sua equipe econômica, e afirmou nesta terça-feira que irá tratar do tema com Temer no dia seguinte.

    (Por Ricardo Brito)

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Guedes admite usar reservas internacionais em caso de dólar em torno de R$5

    Guedes admite usar reservas internacionais em caso de dólar em torno de R$5

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O economista Paulo Guedes, indicado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro para ser ministro da Fazenda, negou nesta terça-feira que planeje usar as reservas internacionais do país, a não ser no caso de um 'ataque especulativo' que fizesse o dólar se aproximar de 5 reais, situação em que poderia usar 100 bilhões de dólares.

    Questionado sobre o uso das reservas, Guedes explicou que o tema foi abordado durante um 'overshooting' da moeda norte-americana, que chegou a superar o patamar de 4,20 reais antes do primeiro turno da eleição presidencial.

    'O que existe hoje sobre venda de 100 bilhões de dólares é que, se houver uma crise especulativa, não tem problema nenhum e vai acelerar nosso ajuste fiscal. Se o dólar vier para 4,50 ou 5 reais, vamos vender 100 bilhões dentro da política de esterilização', disse o economista a jornalistas ao chegar para encontro do núcleo do futuro governo com o presidente eleito.

    O jornal Valor Econômico publicou nesta terça-feira que Guedes propôs a redução das reservas internacionais durante discussões internas da equipe do governo eleito, alegando que não faz sentido o Brasil manter nível tão elevado de reservas cambiais, principalmente porque o custo de carregamento é muito alto.

    De acordo com os dados mais recentes do Banco Central, o estoque das reservas atual é de 381,7 bilhões de dólares.

    Guedes, no entanto, destacou que a conversa ocorreu há mais de um mês e não se aplica ao momento atual.

    'Isso (vender reservas) não vai se fazer... se houver crise especulativa nós não temos medo e pode vir. Se tiver crise especulativa e botarem o dólar a mais de 4 e perto de 5 reais, vamos reduzir dívida interna. Agora, vender reservas sem crise, para quê?”, acrescentou.

    O futuro ministro da Fazenda disse ainda que o governo de Bolsonaro vai trabalhar para aprovar no Congresso projeto para dar independência ao Banco Central, com diretores e presidente do BC com mandatos definidos e não coincidentes com o período do mandato do presidente da República.

    “Os mandantes são não coincidentes e essa é a essência da independência“, afirmou.

    O economista também defendeu a permanência de Ilan Goldfajn como presidente do BC, dizendo que seria algo natural, mas acrescentou que essa possibilidade ainda não está definida.

    PREVIDÊNCIA

    Paulo Guedes aproveitou, ainda, para esclarecer declarações do futuro ministro da Casa Civil de Bolsonaro, Onyx Lorenzoni, que disse não ver necessidade de pressa para aprovar uma reforma da Previdência.

    “Vocês estão assustados porque é político falando de economia, é o mesmo que eu sair falando de política. Não vai dar certo“, disse.

    O indicado para liderar a economia no próximo governo reiterou que realizar a reforma da Previdência é uma prioridade, lembrando que controlar os gastos públicos é uma necessidade para o país. Segundo ele, será proposta a criação de um novo regime previdenciário no modelo da capitalização, mas também é necessário corrigir erros do regime atual.

    “Temos que controlar os gastos públicos, e o déficit está galopante... eu digo: aprovem a reforma da Previdência“, afirmou. “Nós vamos criar uma nova Previdência com regime de capitalização, mas tem um Previdência antiga que está aí e é preciso consertar e corrigir os problemas da atual. Nossa Previdência é um avião com cinco bombas a bordo a explodir a qualquer momento.“

    (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia MPF abre nova investigação sobre Guedes no âmbito da Greenfield, defesa contesta base para apuração

    MPF abre nova investigação sobre Guedes no âmbito da Greenfield, defesa contesta base para apuração

    BRASÍLIA (Reuters) - A defesa do economista Paulo Guedes, indicado pelo candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, como superministro da Economia em caso de vitória, desqualificou investigação relativa a fundos de pensão, alegando base frágil para a apuração.

    Em nota divulgada nesta sexta-feira, a defesa de Guedes disse que a investigação se baseia em um 'relatório fragilíssimo, que tratou de apenas um, dentre quatro investimentos realizados pelo fundo'.

    A investigação do Ministério Público Federal (MPF), segundo o portal Jota, ocorre no âmbito da operação Greenfield. A Reuters contatou desde a manhã desta sexta-feira a assessoria de imprensa do MPF para obter detalhes do caso e aguarda um retorno.

    'O relatório omite o lucro considerável que o fundo tem propiciado aos investidores e a perspectiva de lucro de mais de 50 por cento do valor investido. Ou seja, não houve qualquer prejuízo às partes envolvidas', disse a defesa do economista.

    Segundo a defesa do economista, Guedes jamais teve qualquer poder de deliberação sobre o destino dos investimentos, 'os quais foram todos aprovados pelo Comitê de Investimentos, formado por membros indicados pelos cotistas'.

    'Por fim, causa perplexidade que, a 72 duas horas das eleições, o Ministério Público instaure uma investigação para apurar um investimento que deu lucro aos fundos de pensão', afirmaram os advogados de Guedes.

    No início do mês, o economista foi alvo de outra investigação da Greenfield a partir de relatórios da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). Naquela, o MPF apura se Guedes cometeu dois delitos da Lei dos Crimes Contra o Sistema Financeiro Nacional: gestão fraudulenta ou temerária de instituições financeiras e se emitiu e negociou títulos mobiliários sem lastro ou garantias.

    (Por Ricardo Brito)

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia PERFIL-Apostas e astúcia de Guedes serão testadas em governo Bolsonaro

    PERFIL-Apostas e astúcia de Guedes serão testadas em governo Bolsonaro

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - Com apostas certeiras sobre a economia que lhe deram fama e fortuna no mercado financeiro, o economista Paulo Guedes, guru do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), lançou suas cartas sobre o cenário eleitoral ainda em 2016, quando avaliou que um outsider que encarnasse a volta à ordem num país destroçado por denúncias de corrupção poderia sagrar-se vencedor na corrida ao Palácio do Planalto.

    O nome que lhe veio à mente para representar essa alternativa, contudo, não foi do capitão da reserva, mas do apresentador global Luciano Huck, que passou a flertar com a possibilidade de sair candidato em meio a, segundo conta, inúmeras conversas com Guedes.

    'Tudo que aconteceu do anti-establishment, dessa negação da política tradicional, o Paulo antecipou isso antes de o (Donald) Trump ser eleito, antes de o (João) Doria ser eleito em São Paulo', disse Huck, que atribui ao economista a responsabilidade por destravar 'um processo muito rico' pelo qual disse seguir passando.

    Enquanto o apresentador da TV Globo somava novas conexões e adentrava o terreno da política, a articulação por uma chapa encabeçada por Bolsonaro também ganhava corpo, mas ainda sem um apoio contundente pelo lado econômico.

    Quando o também liberal Gustavo Franco, economista que presidiu o Banco Central e participou da formulação do Plano Real, anunciou que estava deixando o PSDB para ingressar no Partido Novo, em setembro do ano passado, dois apoiadores de Bolsonaro se atentaram para o reforço que uma investida do tipo daria ao time do capitão.

    O empresário Winston Ling --da família sino-brasileira dona da holding Évora, fornecedora de bens intermediários para indústria de consumo, e do Instituto Ling, que concede bolsas de estudo no exterior-- foi quem capitaneou a iniciativa, sugerindo a Bia Kicis, amiga de Bolsonaro, que propusessem um encontro entre o deputado e Guedes.

    Nenhum dos dois conhecia o economista pessoalmente, mas foram fisgados pelos artigos que ele vinha escrevendo, com críticas vorazes à velha polarização entre PT e PSDB, que teria aberto o flanco à direita para a ascensão de Bolsonaro.

    'No primeiro encontro Jair gostou muito dele', afirmou Bia, dizendo enxergar entre eles uma franqueza em comum.

    'Eu tinha certeza que o Jair para estourar, para crescer como ele cresceu, ele precisaria que os liberais estivessem com ele. Os conservadores ele já tinha todos, mas precisava também do aval dos liberais', acrescentou ela, recém-eleita deputada federal pelo PRP com o slogan 'a federal do Bolsonaro no DF'.

    A reunião ocorreu num hotel na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, na manhã de 13 de novembro de 2017. Mas Guedes só migrou para a campanha de Bolsonaro com a desistência de Huck de participar das eleições, no início deste ano.

    Defensor do Estado mínimo, ele teve como desafio alinhar o discurso do candidato à bandeira liberal, diametralmente oposta à empunhada por Bolsonaro em décadas como parlamentar. No Congresso, o deputado votou contra o fim do monopólio da União no petróleo e nas telecomunicações, também se posicionando contra medidas de ajuste que cortaram benefícios ao funcionalismo.

    Principal fiador da guinada, Guedes, de 69 anos, levou à campanha o peso de um Ph.D. na Universidade de Chicago, considerada o templo mundial do liberalismo, e o plano de promover radicais reformas econômicas, incluindo a tributária e da Previdência, além de privatizações para quitar parte da dívida pública brasileira.

    Atual CEO da Bozano Investimentos, o economista também carrega no currículo passagens como professor pela PUC, FGV e Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), no Rio, além de uma temporada na Universidade do Chile, sob a ditadura de Augusto Pinochet no início dos anos 1980.

    Fora da academia, ele já presidiu o Ibmec e investiu em diversas empresas de educação quando à frente da BR Investimentos, incluindo a Abril Educação, atual Somos Educação, e a Anima. ORADOR NATO

    Figura carimbada do círculo financeiro, Guedes é um camaleão da oratória e ajusta com facilidade o tom e a forma de seu discurso. Com um semblante sério, que ele cerra quando contrariado, mas um jeitão coloquial e pronunciado gosto pela conversa, ele não tarda em ganhar a atenção daqueles a quem se dirige. Com isso, passa longe do figurino de tecnocrata que não raro costuma ser vestido por economistas renomados no país.

    Num almoço em Brasília no fim de agosto, ele alternou momentos de análise sociológica, citando Jean-Jacques Rousseau e John Locke, com piadas e metáforas para defender a cartilha liberal.

    Ao variado público, que incluía desde membros do movimento conservador católico Regnum Christi a uma técnica do Tesouro Nacional, ele recorreu à figura folclórica de Saci Pererê para criticar o orientação social-democrata que, a seu ver, foi adotada por todos os governos desde a redemocratização.

    'É só perna esquerda, é um Saci Pererê que só pula com a perninha esquerda', disse ele, arrancando risos de uma plateia com cerca de 40 presentes. 'Se só pula com uma perna, como é que vai correr, como é que o país vai sair do lugar?', completou.

    Sobre o crescimento de Bolsonaro nas pesquisas a despeito da sua ausência em debates, avaliou que o desejo da grande imprensa parecia ser de colocá-lo num cercadinho, mas que o povo se identificava com sua autenticidade.

    'As pessoas falam assim: qual é a fórmula exata de Pi? Como é que você calcula a área de um círculo? O que você acha da morte de Mao Tsé-Tung? Espera aí, eu (Bolsonaro) defendo princípios e valores, está cheio de cara que sabe responder isso tudo e está destruindo o país. E eu vou chamar pessoas para me ajudar. Se errar, troco as pessoas', afirmou Guedes, em nome do candidato do PSL.

    De certa maneira, o receituário foi seguido à risca numa campanha marcada pelo posicionamento contra o sistema e, sobretudo, contra o PT. Em diversos momentos, Bolsonaro saiu pela tangente quando perguntado sobre economia, delegando a Guedes a tarefa de responder pela área. Por sua vez, o economista seguiu reforçando a conversão do candidato ao liberalismo, principalmente em encontros fechados com investidores e agentes do mercado.

    'Ele conquista 100 por cento', opinou o gestor da RCF Capital e dono da Granja Faria, Ricardo Faria, que foi a três encontros com Guedes organizados por bancos de investimento neste ano.

    'A gente tinha uma dúvida se o Paulo de fato estava engajado no projeto. Eu mesmo fiz essa pergunta duas vezes para ele: Paulo, vai ter paciência?', revelou Faria, que, no entanto, se disse convencido pelo fato de o economista demonstrar tranquilidade quanto ao alinhamento recente de Bolsonaro às ideias do livre mercado, em contraposição ao que o empresário teme ser 'de novo um governo de esquerda com pensamento errado, com mais quatro anos de um Estado maior'.

    Apesar das posições estatizantes e corporativistas expressas por Bolsonaro no passado, Guedes costuma minimizar as chances de os dois entrarem em rota de colisão, afirmando que o candidato à Presidência aprende rápido. Também não deixa de aproveitar o ensejo para cutucar economistas que integraram o governo de José Sarney, reacendendo uma rixa antiga.

    'Do Plano Cruzado até o Plano Real, que foi aprender a usar a política monetária, levou oito anos. Do Plano Cruzado até o câmbio flexível, levou 12 anos --e sempre em crise. Hoje os economistas tucanos fazem pose de 'somos excelentes e temos as soluções'. Não foi nada assim. Não foi isso que eu vivi. O que eu vivi com eles foi o contrário', afirmou ele, sobre o grupo formado por profissionais como Persio Arida, Luiz Carlos Mendonça de Barros e André Lara Resende.

    'Se esse pessoal todo levou 20 anos para chegar no lugar certo, por que o Jair não pode levar 6 meses, 8 meses, pra avançar nessa direção? Minha brincadeira é que ele está aprendendo muito mais rápido do que essa turma toda. Mesmo sabendo que ele gosta de matar aula pra caçar voto', arrematou.

    CRÍTICO MORDAZ

    Um dos fundadores do Pactual, Guedes bateu de frente com os economistas de Sarney quando o atual BTG Pactual ainda buscava autorização do governo para se transformar num banco de investimento, o que demorou a acontecer em função da forte indisposição entre as partes.

    Ácido opositor do controle inflacionário proposto pelo Plano Cruzado, Guedes foi apelidado de Beato Salu pelo grupo que então integrava a equipe econômica, em referência a um personagem da novela 'Roque Santeiro', que profetizava o fim do mundo. Para revidar a alcunha com a qual fica bravo até hoje, passou a chamá-los de 'caçadores de boi no pasto'.

    Com o tabelamento de preços em 1986, houve forte aquecimento do consumo e, ao mesmo tempo, desincentivo ao abastecimento. O governo chegou a mobilizar a polícia para confiscar bois no pasto, alegando que os criadores eram responsáveis pelo sumiço da carne nas prateleiras. Com o tempo, caçar boi no pasto virou sinônimo de buscar soluções de fachada para problemas econômicos mais profundos. E a aposta de Guedes de que o Cruzado faria água rendeu gordos lucros ao Pactual.

    'É um economista macro que eu jamais conheci outro igual. Ele sabe. Mexeu ali vai acontecer isso aqui, mexeu lá vai acontecer isso ali. A gente sempre soube se posicionar basicamente na visão dele e acho que grande parte do sucesso do Pactual foi com essa visão', afirmou o financista Luiz Cezar Fernandes, que convidou Guedes a fundar a instituição que nasceu como distribuidora de títulos em 1983.

    Para Luiz Cezar, o guru de Bolsonaro não irá jogar a toalha no primeiro entrevero com o capitão da reserva, temor que tem sido levantado por parte do mercado diante do gênio forte de ambos.

    'Diferente de algum economista muito acadêmico, ele conhece a vida, ele ganhou dinheiro, ele soube construir empresas, criou todo esse conceito de educação no Brasil, um dos primeiros investimentos em educação foi ele que viu. Então ele é um visionário. Independentemente de não ter trabalhado no governo, ele já esteve sentindo o lado real da economia, apanhando e batendo. É verdade que no governo é tudo diferente, porém eu acho que ele tem capacidade de sobreviver.'

    SINTONIA EM XEQUE

    Não é como vê uma ala de economistas, que tem apontado contradições em discursos mais recentes do líder nas pesquisas de intenção de voto. Bolsonaro já baixou o tom em relação à urgência da reforma da Previdência, vista como imprescindível por Guedes, e à possibilidade de privatizar estatais.

    'Eu tenho dúvidas se é ingênuo ou cínico (crer num governo Bolsonaro liberal)', disse o economista e ex-diretor do BC Alexandre Schwartsman.

    'Parece que a gente está acreditando em um conto de fadas que não é real. Não é uma questão de personalidade, é uma questão de crenças. Todas as crenças em particular do Bolsonaro não indicam que seja um programa liberal, mas mais importante do que isso é o seguinte: você vendeu esse programa liberal para a população? Não. Esse é o ponto. Como é que faz para fazer com que eles cumpram?', questionou Schwartsman, criticando o endosso do mercado ao candidato, apesar da superficialidade do debate econômico e das propostas apresentadas.

    Depois de se ver no centro de uma polêmica sobre a CPMF, o próprio Guedes resolveu submergir. Após circularem notícias na imprensa de que estaria aventando reviver o impopular tributo que incide sobre movimentações financeiras, ele chegou a afirmar que, na verdade, seu time estudava um imposto nesses moldes que viria em substituição a outros, dentro de uma ampla reestruturação tributária.

    Bolsonaro, entretanto, bradou diversas vezes que a CPMF não estaria sobre a mesa e que Guedes teria cometido um 'ato falho'.

    Investigação aberta pela Procuradoria da República no DF contra o economista também ajudou na sua decisão de seguir, por ora, longe dos holofotes. A suspeita do MPF-DF é de que Guedes teria cometido crimes em operações com fundos de pensão de empresas estatais.

    O economista negou quaisquer irregularidades e apontou, via advogados, 'perplexidade' com uma investigação às vésperas das eleições feita em cima de 'relatório manifestamente mentiroso' da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), acrescentando que o investimento questionado não implicou qualquer prejuízo aos fundos de pensão. “BULLSONARO”

    Por enquanto, as dissonâncias não foram suficientes para azedar o humor dos mercados que, com a inércia de Geraldo Alckmin (PSDB) nas pesquisas, já tinham abraçado de vez a candidatura do parlamentar.

    Desde que Bolsonaro terminou o primeiro turno com larga vantagem sobre o petista Fernando Haddad, o dólar e a curva de juros de longo prazo seguiram em queda até atingirem nesta semana seu menor valor desde maio, num rali chamado pelo Citi de 'BullSonaro'.

    Caso vença as eleições, Bolsonaro já disse que caberá a Guedes o comando de um superministério da Economia, que reunirá as pastas da Fazenda, do Planejamento e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), assim como a Secretaria Executiva do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

    Segundo Luiz Philippe de Orleans e Bragança, tetraneto de d. Pedro 2º e que foi eleito deputado federal por São Paulo pelo mesmo partido de Bolsonaro, Guedes está mobilizando especialistas 'do mais alto quilate' em grupos de trabalho para estruturar as propostas econômicas. Ele próprio integra uma dessas células, sobre relações exteriores, e defendeu que as medidas devem sim ir adiante, ainda que numa velocidade distinta da desejada pelo mercado.

    'Eu vejo que um (Guedes) está apontando o que deve ser feito e outro (Bolsonaro) está fazendo um cerceamento, um jeito de ser encaminhado. Às vezes a coisa não está popularmente bem digerida e pode afetar timing do processo. Agora o casamento do objetivo é total', disse o príncipe, que chegou a ser cogitado como vice para a chapa de Bolsonaro.

    O presidente do Sebrae, Guilherme Afif, vê firmeza nas posições liberais de Guedes, que foi o responsável por elaborar seu programa econômico quando concorreu à Presidência em 1989, um projeto que considera 'mais atual do que nunca'.

    Se naquela época a plataforma não foi suficiente para alavancar a candidatura de Afif, que terminou a corrida em sexto lugar, desta vez há na avaliação do empresário um clamor mais forte por um Estado menos centralizador, mas capitalizado o suficiente para garantir recursos em áreas-chave, notadamente educação, saúde e segurança.

    'Mas o importante não é só aceitação do mercado, é o convencimento do Congresso. Esse é o grande desafio, o desafio político', ponderou. 'Uma andorinha não faz verão', completou Afif sobre o que vem sendo um fulgurante voo de Guedes, pelo menos até agora.

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Presidente do PSL diz que Guedes pode conversar com governo Temer sobre reforma da Previdência

    Presidente do PSL diz que Guedes pode conversar com governo Temer sobre reforma da Previdência

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O coordenador econômico do programa do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), Paulo Guedes, pode conversar com o governo do presidente Michel Temer este ano sobre reforma da Previdência, disse nesta quarta-feira o presidente do PSL, Gustavo Bebianno.

    'Uma conversa com o governo Temer ainda esse ano para um encaminhamento acredito que possa haver sim', disse Bebianno a jornalistas, no Rio de Janeiro, após deixar o condomínio onde mora Bolsonaro.

    Na véspera, o próprio presidenciável disse que a proposta de reforma da Previdência de Temer como está 'dificilmente' será aprovada. E o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), possível ministro da Casa Civil num eventual governo Bolsonaro, disse que a reforma apresentada pelo atual presidente é 'uma porcaria e não resolve nada'.

    Bebianno disse também que Bolsonaro quer pagar um décimo terceiro para o Bolsa Família. Segundo o presidente do PSL, a proposta já estava nos planos do partido e foi incorporada ao programa de governo com aval do candidato.

    'Foi algo inclusive costurado e desenhado pelo general Mourão', afirmou ele, referindo-se ao candidato a vice-presidente, que durante a campanha criticou o décimo terceiro salário como “jabuticaba brasileira” e defendeu a realização de uma reforma trabalhista “séria”.

    A ideia é que o pagamento aos beneficiários do Bolsa Família seja feito em duas vezes, assim como é feito o pagamento do décimo terceiro salário tradicional. 'Mas isso vai ser conduzido pelo Paulo Guedes', acrescentou Bebianno.

    (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia MPF investiga guru econômico de Bolsonaro por fraudes em negócios com fundos de pensão

    MPF investiga guru econômico de Bolsonaro por fraudes em negócios com fundos de pensão

    Por Ricardo Brito e Brad Brooks

    BRASÍLIA/SÃO PAULO (Reuters) - A Procuradoria da República no Distrito Federal (MPF-DF) abriu investigação contra o economista Paulo Guedes, principal assessor econômico do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), por suspeita de que cometeu crimes em operações com fundos de pensão de empresas estatais, segundo documentos da apuração obtidos nesta quarta-feira pela Reuters.

    Na investigação conduzida pela força-tarefa da operação Greenfield a partir de relatórios da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), o MPF apura se Guedes, apontado pela Previc como controlador do Grupo HSM Brasil, cometeu dois delitos da Lei dos Crimes Contra o Sistema Financeiro Nacional: gestão fraudulenta ou temerária de instituições financeiras e se emitiu e negociou títulos mobiliários sem lastro ou garantias.

    Em nota, a HSM rebateu a informação da Previc e afirma que 'o certo é que o professor Paulo Guedes jamais foi sócio e controlador da HSM, informação equivocada que poderia ter sido apurada em mera consulta à Junta Comercial'.

    A nota também informa que Guedes 'não exerce qualquer cargo ou função' na HSM desde 22 de outubro de 2014, data em que se desligou do conselho.

    Uma nota técnica da Previc, citada pelo MPF, informa que 'há relevantes indícios de que, entre os meses de fevereiro de 2009 e junho de 2013, diretores/gestores dos fundos de pensão Funcef, Petros, Previ, Postalis (todas alvos da Operação Greenfield), Infaprev, Banesprev e Fipecq e da sociedade por ações BNDESPar possam ter se consorciado com o empresário Paulo Roberto Nunes Guedes (...), controlador do Grupo HSM Brasil, a fim de cometerem crimes de gestão fraudulenta ou temerária de instituições financeiras equiparadas e emissão e negociação de títulos mobiliários sem lastros ou garantias, relacionados a investimentos no FIP BR Educacional.'

    O grupo de Guedes conseguiu captar 1 bilhão de reais nessas operações, de acordo com a investigação, que foi revelada inicialmente pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada posteriormente à Reuters por um procurador com conhecimento direto do caso.

    Em nota, os advogados de Paulo Guedes, Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, chamaram o relatório de 'mentiroso' e disseram que vão apresentar 'documentação que comprova a lisura das operações'.

    'Causa perplexidade que, às vésperas da definição da eleição presidencial, tenha sido instaurado um procedimento para apurar fatos apresentados por um relatório manifestamente mentiroso', afirma a nota.

    'Cumpre esclarecer que o fundo FIP BR Educacional não trouxe qualquer prejuízo aos fundos de pensão. Ao contrário. Ele apresentou retorno substancialmente acima do objetivo estabelecido no regulamento firmado entre os cotistas', acrescentou.

    Também em nota, a Previ disse que 'no caso específico do FIP BR Educacional a Previ obteve retorno nominal de 116,99 por cento e um retorno acima da meta atuarial em 49,85 por cento'. Afirmou ainda que após encerramento do FIP, 'foi realizada uma avaliação do investimento pela auditoria interna da Previ, que validou a conformidade das operações'.

    Bolsonaro vai enfrentar o candidato do PT, Fernando Haddad, no segundo turno da eleição presidencial, no dia 28 de outubro, após ter sido o mais votado no primeiro turno com 46 por cento dos votos, enquanto Haddad ficou em segundo lugar com 29 por cento.

    (Reportagem adicional de Tatiana Ramil e Eduardo Simões)

    LER NOTICIA
    Placeholder - loading - Imagem da notícia Guru econômico de Bolsonaro é investigado por suspeita de fraude, diz fonte

    Guru econômico de Bolsonaro é investigado por suspeita de fraude, diz fonte

    Por Brad Brooks

    SÃO PAULO (Reuters) - O economista Paulo Guedes, coordenador do programa econômico do candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, está sob investigação do Ministério Público Federal por suspeita de praticar fraudes em negócios com fundos de pensão de estatais, disse à Reuters um procurador com conhecimento direto do caso.

    A investigação, revelada inicialmente pelo jornal Folha de S.Paulo, aponta que Guedes captou ao menos 1 bilhão de reais dessas entidades de forma irregular por meio de suas gestoras de recursos a partir de 2009.

    Segundo a Folha, o economista associou-se a executivos de fundos de pensão ligados a PT e MDB para praticar fraudes.

    Para o MPF, há 'relevantes indícios de que, entre fevereiro de 2009 e junho de 2013, diretores/gestores dos fundos de pensão e da sociedade por ações BNDESPar' se consorciaram 'com o empresário Paulo Roberto Nunes Guedes, controlador do Grupo HSM', com a intenção de cometer 'crimes de gestão fraudulenta ou temerária de instituições financeiras e emissão e negociação de títulos imobiliários sem lastros ou garantias', de acordo com a Folha.

    Segundo o jornal, Guedes não respondeu à reportagem quando procurado para comentar a investigação.

    Um representantes de Bolsonaro não respondeu de imediato a um pedido de comentário feito pela Reuters, e não foi possível fazer contato com Guedes imediatamente.

    Telefonemas da Reuters para o Ministério Público Federal não foram atendidas nesta manhã.

    O BNDESPar, braço de investimentos do BNDES, é citado pelos investigadores ao lado dos fundos de pensão Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras), Funcef (Caixa) e Postalis (Correios), segundo o jornal. Guedes captou ao menos 1 bilhão de reais dessas entidades em seis anos, acrescentou.

    A investigação, que a Folha diz ter tido acesso, foi instaurada pela força-tarefa da Operação Greenfield, que mira esquemas de pagamento de propina em fundos de pensão, afirmou a Folha, acrescentando que as transações suspeitas foram feitas a partir de 2009 com executivos indicados por PT e MDB que também são investigados atualmente por desvio de recursos das instituições.

    Bolsonaro vai enfrentar o candidato do PT, Fernando Haddad, no segundo turno da eleição presidencial, no dia 28 de outubro, após ter sido o mais votado no primeiro turno com 46 por cento dos votos, enquanto Haddad ficou em segundo lugar com 29 por cento.

    LER NOTICIA

    Fique por dentro

    de tudo o que acontece nos bastidores do mundo da música, desde lançamentos, shows, homenagens, parcerias e curiosidades sobre o seu artista favorito. A vinda de artistas ao Brasil, cantores e bandas confirmadas no Lollapalooza e no Rock in Rio, ações beneficentes, novos álbuns, singles e clipes. Além disso, você acompanha conosco a cobertura das principais premiações do mundo como o Oscar, Grammy Awards, BRIT Awards, American Music Awards e Billboard Music Awards. Leia as novidades sobre Phil Collins, Coldplay, U2, Jamiroquai, Tears for Fears, Céline Dion, Ed Sheeran, A-ha, Shania Twain, Culture Club, Spice Girls, entre outros. Aproveite também e ouça esses e outros artistas no aplicativo da Rádio Antena 1, baixe na Apple Store ou Google Play e fique sintonizado.

    1. Home
    2. noticias
    3. tags
    4. guedes

    Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.