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Netanyahu afirma que guerra de EUA e Israel contra Irã “não vai durar anos”

Netanyahu afirma que guerra de EUA e Israel contra Irã “não vai durar anos”

Reuters

03/03/2026

Placeholder - loading - Prédio danificado por ataques de EUA e Israel em Teerã  2/3/2026    Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS
Prédio danificado por ataques de EUA e Israel em Teerã 2/3/2026 Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS

3 Mar (Reuters) - O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que a ​guerra contra o Irã “não vai durar anos”, enquanto o conflito se alastrava com Israel atacando novamente a milícia Hezbollah, apoiada pelo Irã, no Líbano, e o Irã atacando os Estados do Golfo que abrigam bases norte-americanas.

O presidente dos EUA, Donald Trump, que lançou ataques contra o Irã juntamente com Israel no sábado, inicialmente previu que a guerra duraria de quatro a cinco semanas, mas desde então tem procurado justificar uma guerra ampla e sem prazo determinado.

Enquanto isso, o Irã lançou ataques com mísseis e drones não apenas contra Israel e as forças norte-americanas, mas também contra uma série de países da região aliados aos EUA, paralisando o transporte de energia vital globalmente do Golfo, juntamente com centenas de rotas ⁠aéreas movimentadas de ⁠curta e longa distância.

Netanyahu rejeitou a ideia de ​que o ‌conflito duraria anos, como as guerras anteriores na região.

“Eu disse que poderia ser rápido e decisivo. Pode levar algum tempo, mas não vai levar anos. Não é uma guerra sem fim”, declarou Netanyahu no programa “Hannity”, da Fox News, na segunda-feira.

O tenente-coronel israelense Nadav Shoshani disse em uma coletiva online que a duração da ⁠campanha militar pode mudar, dependendo dos desdobramentos, acrescentando: “Preparamos um escopo geral de semanas”.

Questionado se Israel poderia ​enviar forças terrestres ao Irã, Shoshani afirmou que isso era improvável.

Explosões abalaram prédios em Tel Aviv enquanto ​as defesas aéreas interceptavam mísseis iranianos.

Israel atacou o complexo da emissora ‌estatal iraniana IRIB em Teerã ​e militantes ⁠do Hezbollah em cidades do Líbano.

As Forças Armadas israelenses disseram que enviaram mais tropas para o sul do Líbano e as posicionaram em pontos próximos à fronteira como parte da “defesa avançada”. Após o cessar-fogo de novembro de 2024 com o Hezbollah, ​uma milícia xiita que atua como força de representação iraniana, Israel manteve tropas terrestres no Líbano em cinco pontos estratégicos.

Na madrugada de terça-feira, dois drones, aparentemente do Irã, atingiram a embaixada dos EUA em Riad, causando pequenos danos e provocando um incêndio, e pelo menos mais oito drones foram interceptados antes de chegarem à cidade, informou o Ministério ​da Defesa da Arábia Saudita.

Centenas de civis foram mortos no Irã, Israel, Líbano e outras nações desde que EUA e Israel iniciaram a guerra ao matar o líder supremo iraniano Ali Khamenei em um ataque aéreo no sábado.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, que se reporta ao líder supremo, disse que sua Marinha destruiu o principal prédio de comando e quartel-general de uma base aérea norte-americana no Barein, no que descreveu como “Operação Promessa da Verdade 4”.

Segundo a Guarda, 20 drones e três mísseis atingiram os alvos pretendidos na base na região de Sheikh Isa.

O Departamento de Estado dos EUA ​e a Casa Branca não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, alertou na segunda-feira ‌que “os golpes mais duros ainda estão por vir ⁠dos militares norte-americanos”.

Questionado sobre por quanto tempo ele esperava que os Estados Unidos se envolvessem no Irã, Rubio disse: “Acreditamos que os objetivos que estabelecemos para esta missão, a destruição das capacidades de mísseis balísticos (do Irã), tanto de ⁠lançamento quanto de fabricação, podem ser alcançados sem forças terrestres... No momento, não ⁠estamos preparados para enviar forças terrestres. Mas, obviamente, o ⁠presidente tem essas opções ⁠e ​não vai descartar nada.”

(Reportagem de Jonathan Allen em Nova York, Kanishka Singh e Ismail Shakil em Washington, Enas Alashray no Cairo)

Reuters

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