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No aniversário da invasão, ONU diz que Ucrânia não pode ser dividida

No aniversário da invasão, ONU diz que Ucrânia não pode ser dividida

Reuters

24/02/2026

Placeholder - loading - Telão na sede da ONU em Nova York mostra placar da votação de resolução sobre a Ucrânia 24/02/2026 REUTERS/Shannon Stapleton
Telão na sede da ONU em Nova York mostra placar da votação de resolução sobre a Ucrânia 24/02/2026 REUTERS/Shannon Stapleton

Por David Brunnstrom e Emma Farge

WASHINGTON/GENEBRA, 24 Fev (Reuters) - A ​Assembleia Geral da ONU aprovou por ampla maioria, nesta terça-feira, uma resolução em apoio à Ucrânia, respaldando suas fronteiras internacionais e manifestando preocupação com a intensificação dos ataques russos contra civis e infraestruturas energéticas críticas.

A votação da assembleia, que tem apoiado repetidamente a Ucrânia, teve 107 votos a favor, 12 contra e 51 abstenções.

A resolução, que não é juridicamente vinculativa, mas tem peso político, foi vista como um teste de solidariedade com a Ucrânia no quarto aniversário da invasão russa. A análise dos votos mostrou que a Rússia, Belarus e o Sudão estavam entre os opositores, enquanto a China e ⁠os Estados Unidos ⁠se abstiveram.

Tammy Bruce, vice-embaixadora dos EUA na ​ONU, explicou ‌a abstenção dos EUA, dizendo que, embora Washington tenha acolhido o apelo a um cessar-fogo imediato, a resolução incluía linguagem suscetível de distrair as negociações em curso, “em vez de apoiar a discussão de todas as vias diplomáticas que podem abrir caminho para uma paz ⁠duradoura”.

O Conselho de Segurança da ONU, composto por 15 membros, tem estado em ​impasse durante toda a guerra e incapaz de tomar medidas em relação à Ucrânia porque a ​Rússia detém direito de veto.

Em uma declaração a uma ‌reunião posterior do Conselho ​de Segurança ⁠sobre a Ucrânia, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que a guerra continuava sendo “uma mancha em nossa consciência coletiva” e reiterou os apelos por um cessar-fogo imediato.

A sessão do conselho testemunhou um confronto ​entre os EUA e a China sobre a acusação de Washington de que as importações de petróleo russo por Pequim e as vendas chinesas de materiais com uso militar à Rússia ajudaram a sustentar as operações de Moscou na Ucrânia.

“A China continua sendo um facilitador decisivo da máquina de ​guerra da Rússia”, disse Bruce ao Conselho. “Se a China realmente quer a paz, deve encerrar imediatamente as exportações de bens de dupla utilização e parar de comprar petróleo russo.”

Fu Cong, embaixador da China na ONU, respondeu acusando os EUA de inventar “todo tipo de desculpas e mentiras” sobre a China com o objetivo de “criar divisão e conflito”. Washington, disse ele, deveria “parar de transferir a culpa e de criar conflitos e guerras ao redor do mundo”.

O embaixador da Rússia na ONU, Vasily Nebenzya, disse ​que a Europa estava se apresentando como fonte de padrões morais para os outros ao levar ao poder ‌na Ucrânia um “regime brutal de tendência neonazista”. ⁠Ele chamou a resolução da Assembleia Geral de “mais uma manipulação” que “não tinha nada a ver com a realidade”.

A Rússia apresentou várias razões para enviar tropas ao seu vizinho, incluindo a necessidade ⁠de “desmilitarizar” a Ucrânia e responder à expansão para o leste da ⁠aliança militar Otan -- liderada pelos EUA -- desde o ⁠colapso da União Soviética.

Kiev ⁠e ​seus aliados ocidentais negam representar uma ameaça à Rússia, que acusam de promover uma apropriação de terras.

Reuters

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