Noruega quer proibir óculos inteligentes em espaços públicos
Governo propõe restrição temporária ao uso de dispositivos capazes de fotografar, filmar e gravar conversas sem que outras pessoas percebam
Redação
09/10/2026
O governo da Noruega pretende propor uma proibição temporária do uso de óculos inteligentes em determinados espaços públicos. A iniciativa busca proteger a privacidade da população diante do avanço de dispositivos equipados com câmeras, microfones e recursos de inteligência artificial (IA), que podem registrar imagens e conversas sem o conhecimento das pessoas ao redor.
A proposta deverá ser encaminhada ao Parlamento norueguês. A intenção é estabelecer restrições em locais onde as pessoas estejam mais vulneráveis a gravações não autorizadas, além de abrir caminho para a discussão de regras permanentes para tecnologias vestíveis.
Quais locais poderão ser afetados?
A restrição poderá alcançar tanto ambientes considerados sensíveis à privacidade quanto espaços de circulação pública. Entre os locais mencionados estão escolas, playgrounds, clubes juvenis, consultórios médicos, academias e áreas com vestiários.
A proposta também poderá abranger parques, praias, museus, shopping centers e eventos públicos. A definição dos ambientes sujeitos à proibição ainda deverá ser discutida pelas autoridades norueguesas.
A preocupação central é a possibilidade de uma pessoa ser fotografada, filmada ou ter uma conversa gravada sem perceber que está sendo monitorada. Diferentemente dos smartphones, que geralmente exigem movimentos mais evidentes para registrar imagens, os óculos inteligentes podem realizar essas funções de maneira discreta.
Debate sobre tecnologia e privacidade ganha força
A iniciativa norueguesa acompanha uma discussão internacional sobre os limites do uso de dispositivos inteligentes em espaços compartilhados. A popularização de óculos com câmeras e recursos de IA amplia as possibilidades de comunicação e acesso à informação, mas também levanta dúvidas sobre vigilância, consentimento e proteção de dados pessoais.
Nesse cenário, a proposta da Noruega busca estabelecer limites para o uso desses equipamentos sem impedir completamente sua utilização. O desafio será definir regras capazes de proteger a privacidade da população e, ao mesmo tempo, considerar aplicações legítimas da tecnologia.
Redação

