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    Novo estudo mostra os riscos da carne vermelha

    Especialistas cada vez mais indicam o consumo da carne branca.

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    Prato de aspargos com carne (Foto: Pixabay)

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    Que carnes brancas são mais benéficas para a saúde, não é mistério algum. Especialistas as recomendam porque, em geral, possuem menos gordura e colesterol, sendo mais fáceis de digerir em comparação com as vermelhas.

    Um novo estudo veio reafirmar os benefícios da carne branca, já que ela pode reduzir também o risco de câncer. Segundo as descobertas, mulheres que comem carne de aves apresentam 15% menos risco de desenvolver câncer de mama. Já as mulheres que preferem a carne de boi ou porco estão 23% mais propensas a serem diagnosticadas com a doença.

    Dale Sandler, o principal autor do estudo, diz que a carne vermelha foi identificada como provável agente cancerígeno e pode estar associada ao aumento do risco de câncer de mama. Já a carne de aves, como o frango, por exemplo, pode reduzir este risco.

    A pesquisa e suas descobertas foram publicadas na revista International Journal of Cancer. E ela não é a primeira a identificar os riscos do consumo da carne vermelha. Em 2014, pesquisadores da Universidade de Harvard, nos EUA, mostraram que o maior consumo do alimento durante o início da vida adulta eleva o risco de câncer de mama.

    Já uma outra pesquisa, essa de 2019 e realizada pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, mostrou que o consumo de carnes processadas, como salsicha, presunto, linguiça e bacon, é perigoso. Consumir este tipo de produto durante quatro dias na semana eleva o risco de câncer intestinal em 20%.

    É por isso que profissionais recomendam a redução do consumo de carne vermelha, especialmente as processadas. Uma boa substituição seria combinação de frango, leguminosas, nozes e peixe.

    O estudo

    A dieta de pouco mais de 42 mil mulheres, com idades entre 35 e 74 anos, foi analisada para o estudo. As voluntárias nunca haviam sido diagnosticadas com câncer, mas tinham uma irmã que já teve a doença.

    Durante o estudo, que durou sete anos, foram identificados 1.536 casos de câncer de mama invasivo. A análise mais detalhada destes casos indicou que mulheres que consumiam mais carne vermelha estavam mais propensas a desenvolver esta forma de câncer. E os números permaneceram iguais mesmo com os pesquisadores levando em consideração outros fatores de risco para a doença. A equipe ainda notou que a forma de preparo das aves (frita, cozida, assada ou grelhada) não pareceu interferir no risco.

    A provável explicação para isso, segundo os cientistas, está ligada ao fato de que a ingestão de frango promove baixa atividade mutagênica, reduz o stress interno da célula e provoca menos dano ao DNA

    “Nosso estudo fornece evidências de que substituir a carne vermelha por aves é uma mudança simples que pode ajudar a reduzir a incidência de câncer de mama”, comentou Sandler. 

    Controvérsia

    Os cientistas ainda não sabem explicar, no entanto, a relação entre o consumo de frango e o menor risco de câncer de mama. A investigação envolveu apenas mulheres com histórico familiar da doença, por isso as descobertas podem não se aplicar a pessoas sem histórico.

    Outro ponto ressaltado pela equipe é de que pessoas que optam pelo frango geralmente têm um estilo de vida mais saudável – o que também interfere no risco de câncer.

    Alguns cientistas dizem que os riscos da doença devido ao consumo de carne são pequenos.

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