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    Novo medicamento contra insuficiência cardíaca é incorporado ao SUS

    O Entresto se mostrou bastante eficaz no tratamento contra a doença.

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    Remédios diversos (Foto: Pixabay)

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    Um novo medicamento que pode auxiliar quem sofre com insuficiência cardíaca foi incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se do Entresto (sacubitril/valsartana). O Ministério da Saúde publicou a portaria na sexta-feira, no Diário Oficial da União.

    O fármaco é geralmente indicado para pacientes adultos com sintomas desencadeados por atividades cotidianas, mas que ocorrem também quando estão em repouso. São eles: falta de ar, tosse, inchaço nos pés e tornozelos, inchaço no abdômen, ganho de peso, pulso irregular ou rápido, palpitações, dificuldade para dormir, fadiga, fraqueza, desmaios, perda de apetite, diminuição da concentração, redução do volume da urina, náuseas e vômitos e necessidade de urinar durante a noite.

    Segundo o estudo PARADIGM, o tratamento com o medicamento foi capaz de reduzir o risco de morte por causas cardiovasculares em 20% e a taxa de hospitalizações em 21% em relação ao enalapril, terapia utilizada anteriormente.

    A pesquisa foi realizada com mais de 8 mil pessoas e mostrou ainda que o novo medicamento incorporado ao SUS reduziu em 16% o risco de morte por todas as causas e em 20% a chance de morte súbita. A melhora na qualidade de vida dos pacientes também foi observada.

    A consulta pública para a incorporação do produto ao Sistema Único de Saúde foi aberta em dezembro de 2018. Foram mais de 2 mil contribuições de médicos, pacientes, familiares, associações de pacientes e toda a sociedade civil.

    O medicamento

    Sob a forma de comprimido, tomado duas vezes ao dia, o remédio age em duas frentes. Na primeira, ele bloqueia a ação da angiotensina, que estimula a contração das artérias. Com os vasos mais estreitos, o coração tem de fazer mais força para bobear o sangue. Essa sobrecarga faz com que o órgão vá, aos poucos, perdendo força.

    Na segunda, ele inibi a enzima neprilisina, que anula os efeitos de uma substância protetora do coração, com características vasodilatadoras e diuréticas.

    O único efeito colateral verificado durante o estudo foi a redução da pressão arterial.

    A doença

    A insuficiência cardíaca é considerada a etapa final de todos os problemas do coração. A doença, caracterizada pelo enfraquecimento do músculo cardíaco, pode ser derivada de outras enfermidades, como infarto, hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade. Isso porque essas condições podem lesionar o músculo cardíaco, comprometendo o seu funcionamento.

    Hoje, o problema atinge cerca de 3 milhões de pessoas no Brasil, sendo a principal causa de hospitalização em pessoas acima de 65 anos. Dados do governo, registraram 219 mil internações por insuficiência cardíaca. 

    A prevalência aumenta conforme o passar dos anos. Atinge 0,3% das pessoas entre 20 e 39 anos, mais de 1% de quem tem entre 40 e 59 anos e 6% dos que se situam na faixa dos 60 aos 79 anos. A partir dos 80 anos, a incidência da insuficiência chega a 10%.

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