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Novo Nordisk relata primeira queda nas vendas do Ozempic na região da Grande China

Novo Nordisk relata primeira queda nas vendas do Ozempic na região da Grande China

Reuters

05/02/2026

Placeholder - loading - Canetas de Ozempic em Hillerod, na Dinamarca   26/9/2023    REUTERS/Tom Little
Canetas de Ozempic em Hillerod, na Dinamarca 26/9/2023 REUTERS/Tom Little

Por Andrew Silver

XANGAI, 5 Fev (Reuters) - As ⁠vendas do Ozempic, medicamento para diabetes da Novo Nordisk, caíram pela primeira vez no ano passado na região da Grande China, em meio à concorrência de rivais.

A queda nas vendas reforça as perspectivas sombrias da gigante dinamarquesa de medicamentos para diabetes, que chocou o mercado esta semana ao sinalizar uma possível queda nos lucros, encerrando anos de ganhos de dois dígitos, devido ​a pressões de preços “sem precedentes”.

As vendas ⁠das ⁠canetas injetoras Ozempic na China continental, Taiwan e Hong Kong — o maior mercado da Novo depois dos EUA — caíram 7%, para cerca de 5,4 bilhões de coroas dinamarquesas (US$853 milhões) em 2025.

O Ozempic foi aprovado pela primeira ‌vez na China em 2021 e, até o ano passado, ​só tinha registrado ganhos de ‌vendas no país, ​segundo os ​relatórios anuais da empresa.

Mas, desde então, a China aprovou medicamentos semelhantes, incluindo o Mounjaro da Eli Lilly, o mazdutide da Innovent ​Biologics e o efsubaglutide alfa da Guangzhou Innogen.

Os medicamentos da Innogen e da Lilly foram adicionados ao plano de saúde estatal da China no mês passado para pacientes com diabetes tipo 2, juntando-se ao Ozempic.

Outra farmacêutica chinesa, a Sciwind Biosciences, também anunciou no mês passado que seu tratamento para diabetes tipo 2, Xianyida, foi aprovado para uso no país.

“Temos uma posição de mercado muito forte com o Ozempic, ainda com baixa penetração, e eu diria que a concorrência está entrando ⁠mais neste momento”, disse o diretor financeiro da Novo, Karsten Munk ‌Knudsen, à Reuters em ⁠uma entrevista esta semana.

A região da Grande China representou 14% de todas as vendas de 2025 em suas operações ‍internacionais, excluindo o mercado dos EUA, de acordo com uma apresentação separada para investidores.

(Reportagem ​de ‌Andrew Silver em Xangai; Reportagem adicional de Maggie Fick em Londres)

Reuters

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