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Novo regime tarifário dos EUA deve poupar 46% dos produtos brasileiros vendidos ao país, incluindo aeronaves

Novo regime tarifário dos EUA deve poupar 46% dos produtos brasileiros vendidos ao país, incluindo aeronaves

Reuters

24/02/2026

Placeholder - loading - Logotipo da Embraer 17/06/2025 REUTERS/Benoit Tessier
Logotipo da Embraer 17/06/2025 REUTERS/Benoit Tessier

Atualizada em  24/02/2026

Por Bernardo Caram

BRASÍLIA, 24 Fev (Reuters) - As ​novas regras tarifárias anunciadas pelos Estados Unidos poupam da incidência das tarifas 46% dos produtos brasileiros exportados ao país norte-americano, incluindo aeronaves, informou nesta terça-feira o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Em nota, o MDIC estimou que outros 25% dos produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos ficarão sujeitos à tarifa geral de 10% imposta pelo país após ⁠derrota ⁠na Suprema Corte. O governo ​do ‌presidente Donald Trump já indicou que pretende elevar esse patamar para 15%.

Há ainda 29% do total exportado aos EUA que continuam sujeitos às tarifas impostas ⁠com base na chamada Seção 232, na qual produtos ​específicos são tarifados, com incidência linear entre países.

Na semana ​passada, a Suprema Corte dos ‌EUA derrubou as ​tarifas ⁠abrangentes aplicadas por Trump com base em uma lei destinada a emergências nacionais, invalidando tarifas impostas por sua gestão até ​aquele momento.

De acordo com o MDIC, as aeronaves passam a contar com alíquota zero para ingresso no mercado norte-americano, contra percentual de 10% antes.

'Aeronaves foram o terceiro ​principal item da pauta exportadora brasileira para os EUA em 2024 e 2025, com elevado valor agregado e importante conteúdo tecnológico', disse a pasta.

O ministério avaliou que o novo regime tarifário dos EUA amplia a competitividade de diversos segmentos industriais brasileiros no mercado norte-americano.

'Entre os setores beneficiados estão ​máquinas e equipamentos, calçados, móveis, confecções, madeira, produtos químicos e ‌rochas ornamentais, que deixam de ⁠enfrentar tarifas de 50% e passam a competir sob alíquota isonômica de 10% (ou 15%)', afirmou.

No setor agropecuário, produtos ⁠como pescados, mel, tabaco e café ⁠solúvel também passam da ⁠alíquota de 50% ⁠para ​cobrança geral de 10% ou o eventual patamar de 15%.

Reuters

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