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Número de mortos no terremoto da semana passada na Colômbia sobe para 314, diz presidente

Número de mortos no terremoto da semana passada na Colômbia sobe para 314, diz presidente

Reuters

19/08/2026

Placeholder - loading - Homens trabalham na remoção dos escombros no local de um prédio que desabou, após um terremoto, em Pereira, na Colômbia 16 de agosto de 2026 REUTERS/Luisa Gonzalez
Homens trabalham na remoção dos escombros no local de um prédio que desabou, após um terremoto, em Pereira, na Colômbia 16 de agosto de 2026 REUTERS/Luisa Gonzalez

Atualizada em  19/08/2026

BOGOTÁ, 19 Ago (Reuters) - O forte ​terremoto que atingiu a Colômbia na semana passada causou a morte de pelo menos 314 pessoas, com outras 262 ainda desaparecidas, afirmou o presidente Abelardo De La Espriella nesta quarta-feira.

Além disso, o presidente informou que há 4.437 feridos e 262.154 pessoas afetadas, bem como 30.664 moradias destruídas, 136.946 danificadas e 302 prédios desabados.

O terremoto de magnitude 7,4 ocorreu há mais de uma ⁠semana, ⁠com epicentro em San José ​del ‌Palmar, no Departamento de Chocó, derrubando prédios de apartamentos e danificando moradias, escolas, hospitais e rodovias, desde o porto de Buenaventura, no Oceano Pacífico, até cidades como ⁠Quibdó, Cali, Pereira e Manizales.

O desastre se tornou o ​primeiro desafio para De La Espriella, que assumiu o cargo ​recentemente e agora enfrenta a ‌tarefa de supervisionar ​o socorro ⁠e a reconstrução de um dos piores desastres naturais da Colômbia.

A assistência às vítimas e a reconstrução levarão tempo e exigirão ​recursos na casa dos milhões, em um momento em que a economia do país enfrenta dificuldades devido a um elevado déficit fiscal e à falta de financiamento do orçamento ​de despesas.

O presidente reiterou que a prioridade será garantir os recursos necessários para atender às vítimas e reconstruir as regiões destruídas.

De La Espriella anunciou que, nas próximas horas, formalizará a declaração de estado de emergência econômica, uma medida que lhe dá ferramentas para obter os recursos necessários destinados a lidar com ​a emergência.

“Nossos órgãos de socorro e todos os recursos disponíveis do ‌Estado continuam trabalhando nas ⁠operações de busca, resgate e atendimento”, disse o presidente.

“Vamos revisar e reduzir os gastos associados a programas do governo ⁠anterior que não sejam prioritários diante das ⁠necessidades atuais do país e, ⁠ao mesmo ⁠tempo, ​buscaremos fontes complementares de financiamento”, disse De La Espriella.

(Reportagem de Nelson Bocanegra)

Reuters

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