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    O Congo volta a lutar contra o pesadelo do Ebola

    No início de fevereiro, o Governo levou quatro dias para anunciar a morte de uma vítima do vírus - o que colocou muitas vidas em risco

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    Germain Kalubenge (Sobrevivente do ebola): “Pensei que fosse morrer, porque eu estava realmente derrubado. Não estava mais no meu estado normal, porque eu não comia, eu vomitava todos os dias. Por isso pensei que fosse morrer”.

    Germain Kalubenge escapou por pouco do ebola, há dois anos. Recentemente, o seu esperma voltou a testar positivo.

    Germain Kalubenge (Sobrevivente do ebola): “É algo que ainda não consegui entender. Há dois anos, fiz o exame até que me disseram: ‘Está negativo, você pode fazer o que quiser’. Mas, então, eles me chamaram novamente e disseram: ‘Você tem que verificar de novo’. Quando verificamos, constatamos que o esperma estava positivo”.

    O 12º surto do ebola na República Democrática do Congo começou no início de fevereiro, com a morte de uma mulher. O enfermeiro Mumbere Mukiki já vivenciou surtos anteriores do ebola. Mas teme que este possa ser difícil de controlar. O Governo esperou quatro dias após a morte da paciente para torna-la pública.

    Mumbere Mukiki (Enfermeiro do Hospital Kitatumba Butembo): “Se o Governo tivesse divulgado o resultado no mesmo dia, e isolado todos os contatos, a doença não teria se espalhado”.

    Mas o corpo altamente infecioso foi enterrado conforme a tradição. No Congo, isso quer dizer com muitos parentes a tocar o corpo. Mais de 70 contatos foram rastreados até agora. O enfermeiro Mukiki é muito cauteloso quando está a lidar com os pacientes. O contato com os fluidos do corpo infetado pode infetá-lo também.

    Mumbere Mukiki (Enfermeiro do Hospital Kitatumba Butembo): “Arriscamos as nossas vidas. Estamos na linha da frente porque cuidamos de todas as pessoas doentes que chegam. Quando nos disseram que o 12º surto tinha começado, ficámos muito frustrados e preocupados. E também estamos com medo”.

    Germain também tem medo. Ele pensou ter derrotado o vírus, mas a sua luta ainda não terminou.

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    Escrito por DW

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